Harry Potter e o Último dos Riddle

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Re: Harry Potter e o Último dos Riddle

Mensagem por MoonSerenidade em Qua 13 Maio 2009 - 6:35

bem... ganda chantagem... adorei XD

mas para a Lili tenho outros planos...

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Re: Harry Potter e o Último dos Riddle

Mensagem por AnA_Sant0s em Qua 13 Maio 2009 - 10:17

hehe.. quero ver isso!!! Smile
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Re: Harry Potter e o Último dos Riddle

Mensagem por MoonSerenidade em Qua 3 Jun 2009 - 11:55

tenho pena em informar mas a fic irá ficar parada durante algum tempo

mal possa voltar a escrevê-la terao o final deste capitulo

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Re: Harry Potter e o Último dos Riddle

Mensagem por MoonSerenidade em Sex 28 Ago 2009 - 9:33

Capitulo 6 (Parte 2) – Conversas a dois

Hermione sai da cama muito tensa. Já não bastava terem sido apanhados como amantes, como tinham sido apanhados pelos próprios filhos.
- Como vamos ultrapassar isto Harry?
- Não faço ideia Hermione… Mas agora o mal está feito… Não podemos voltar atrás… Por isso mais vale aproveitar-mos o momento… Anda cá… Vou-te fazer uma massagem…
- Nós devíamos pensar em como enfrentar esta situação…
- Como queres pensar tão nervosa como estás?
- Eu sei… Tens razão… Primeiro tenho de me acalmar…
- Sim tens. Agora vem cá…
Hermione volta para a cama e Harry abraça-a. Seguidamente vira-a de costas. Sai da cama apenas para ir buscar o creme que estava em cima da cómoda, ao lado da foto do seu melhor amigo. Harry sentiu-se mal consigo mesmo. Em tudo o que tinha acontecido, Ron era o único que não tinha traído ninguém. Voltou para perto de Hermione e começou a massajar-lhe as costas com movimentos circulares, descendo cada vez mais e passando ás suas pernas e pés. Voltou a subir até aos seus lábios e recomeçaram tudo no ponto onde haviam parado.

- Não sei Ron… Não achas que é arriscado demais?
- Luna… O que seria da vida sem riscos?
- E o Neville? E a Hermione?
- Eles não necessitam de saber…
- E se formos apanhados Ron?
- É um risco que estou pronto a correr… Vamos fazê-lo por nós Luna…

- A Lili é tão bonita… Eu passo o tempo a pensar que ela nunca irá olhar para mim… Ela só tem olhos para o primo…
- Eric, ela tem nove anos… É normal que não olhe para ti…
- Eu sei Ginny mas, ás vezes não consigo controlar-me tão bem como parece… O que sinto por ela é tão forte…
- Eu sei. Também me sinto assim pelo Harry. Acreditas em mim quando digo que não trai o Harry, Eric?
- Acredito. Os teus olhos deixam transparecer o quanto gostas dele e que nunca o irias trair.
- E achas que ele me trairia? Ele passa tanto tempo com a Hermione…
- Ginny, a Hermione é a melhor amiga dele e tia dos vossos filhos… Além que achas que ele iria trair o teu irmão, o seu melhor amigo?
- Eu sei disso, mas o Harry tem andado muito distante… Não parece ele… Parece que só tem olhos para a Lili e para a Hermione…
- Vais ver que isso passa…

- Está a ficar tarde Luna… É melhor eu ir para casa antes que a Hermione comece a pensar alguma coisa.
- Sim… Acontece o mesmo com o Neville se chega a casa e nos vê aos dois assim…
- Podemos continuar isto amanhã se quiseres…
- Então continuamos amanhã… Para nenhum dos dois desconfiar de nada…
- Então até amanhã Luna…
- Até amanhã Ron.

- Hermione… - chama levemente Harry a uma Hermione adormecida. – Amor tenho de me ir embora. Está quase na hora do jantar… E tu prometeste aos miúdos um bolo… - e com isto dá um beijo suave na face de Hermione. Esta acorda, calma e serena, e retribui-lhe o beijo.
- Estou com medo do que os miúdos possam dizer…
- Achas que devíamos esclarecer tudo?
- Não sei. O melhor é pensarmos melhor no assunto… - Hermione começou a vestir-se, enquanto que Harry, já vestido, se encontra sentado no fundo da cama a olhar fixamente para a fotografia de Ron. – Que se passa amor?
- Não paro de pensar no Ron. Estou a trai-lo com a minha melhor amiga e mulher dele, sem falar que estou a trair a Ginny que é irmã dele… Mesmo amando-te não sei se isto está certo…
- Eu sei… Mas lembra-te que estamos a trair os dois… Não sei se vou continuar com o Ron depois do que ele fez… Mas também não quero que te separes da Ginny…
- Hermione, o meu casamento com a Ginny está acabado Tu sabes que desde os nossos 18 anos que eu gosto de ti… Mas tu estavas perdidamente apaixonada pelo Ron… Se ele não te tivesse feito o que fez serias capaz de o ter traído, mesmo me amando?
Aquela pergunta ficou no ar. O ar cabisbaixo de Hermione mostrava que ela nunca havia pensado nisso.

- Será que a minha mãe já fez o bolo? – pergunta Hugo à prima.
- Não sei… Eles já não devem estar a dormir… E também já são horas de jantar…
- Lili, com essa tu não me enganas… Tu nunca queres jantar… EU sei que só queres ir ter com o teu querido Eric…
- Hugo! – Lili cora um pouco. Tirando o primo, mais ninguém sabia o seu fraquinho por Eric. – E se os nossos pais ouvem…? Eu não tenho hipóteses com o Eric…
- Já experimentas-te lhe dizer?
- Não… Ele nunca vai olhar para mim…
- Então porque é que ele está à três meses em tua casa?
- Os meus pais dizem que ele está lá para ajudar a proteger-me…
Mas nem no que Lili dizia ela acreditava. Será que Eric poderia sentir alguma coisa por ela.

- Bem, vou chamar a Lili para ir jantar.
- E eu vou fazer o jantar e o bolo.
- Porque não passas lá por casa depois? Quero provar o teu delicioso bolo de chocolate…
- Harry… Com essa vozinha sedutora eu sou mesmo obrigada a ir… - Hermione estava agora com um sorriso estampado no rosto que fazia lembrar a sua felicidade em tempos de infância. – Além disso a Lili também quer bolo…
- Só tu Hermione. – E dá-lhe um longo beijo. – Lili vem para baixo! Vamos jantar!

- Obrigado pela ajuda Eric.
- De nada. Já que aqui estou a “morar” não me custa ajudar.
- Querida, cheguei!
- Estava a ver que tínhamos de jantar sozinhos. Onde é que os meninos andaram? – Diz Ginny com ar de riso.
- Estive a brincar com o Hugo! – Nisto Lili vai-se sentar ao lado de Eric, pois já estavm todos à mesa menos ela. De seguida sussurra a Eric:
- Depois de jantar posso falar contigo a sós?
Eric surpreendido com a pergunta da pequena responde-lhe afirmativamente, ao que esta lhe responde ainda com um sorriso.
- É verdade Ginny, a Hermione ficou de cá vir ter depois do jantar e trazer o bolo de chocolate que eles lhe pediram.

- Olá amor.
- Ron?! Pensava que chegavas mais tarde amor. Ainda não acabei o jantar.
- Não faz mal. Assim vou tomar um banho. O Hugo está no quarto?
- Sim está. A Lili esteve uma boa parte da tarde com ele.
- Hum… Então vou lá vê-lo e depois vou tomar um banho. Queres que eu o chame quando vier para baixo?
- Se não te importares querido, agradecia muito.

- Eric… eu… eu… - Lili estava coradíssima, deitada na relva do jardim ao lado de Eric, a ver as estrelas. – Eu sei que isto é parvoíce… Esquece… Tu não queres estar a aturar-me…
- Lili, eu gosto de te aturar – afirma ele com uma pequena risada.
- Eric, eu… Eu acho que gosto de ti…
Eric ficou sem reacção. Além de ser aquilo pelo qual ele estava à espera desde que a pequena havia nascido, soava estranho vindo dela.
- Lili, tens a certeza do que dizes?
- Como posso eu ter a certeza de uma coisa que não compreendo…? Sei que não quero estar separada de ti… - e dito isto desata a chorar. Não um chora de menina, mas sim de uma mulher adulta que tem medo de perder aquilo que ama.
- Lili… Eu amo-te desde o dia em que nasces-te. Não precisas de chorar…
- Não estou a chorar só por causa disso… O meu pai anda a trair a minha mãe com a tia Hermione! Eu tive de fingir que não percebia por causa do Hugo, e o meu pai percebeu a minha reacção! Mesmo disfarçando bem, eu sei que ele percebeu…
- Minha flor… - Eric parecia estar em choque. Harry não podia ter traído ter traído Ginny, não depois do amor que ele sentira entre os dois nos meses que havia passado em sua casa. Os Potter já não eram uma família unida: Harry arruinara tudo.
- Lili, sabes o que estás a dizer?
- Eric posso ter só nove anos mas achas que não sei algumas coisas que não devia? Por favor não digas aos meus pais, não os quero ver zangados…
- Anda cá minha linda. – Eric abraça a pequena com ternura e afaga-lhe os cabelos docemente.
- Eric, há uma coisa que te quero contar, mas por favor não fales disto a ninguém! – Lili parecia mais calma, mas com alguma preocupação naquilo que iria dizer a Eric.
- Lili, Estou pronto para ouvir tudo o que me disseres…

Truz Truz
Eram nove horas. Ginny abriu a porta a Hermione, Ron e Hugo, que parecia desconfiado por ainda não ter ouvido a prima.
- Olá Ginny! O Harry disse-te que aparecíamos cá? – Hermione parecia ter apanhado um susto. A sua voz tremia, e o bolo que segurava acompanhava-lhe a voz, mais parecendo uma gelatina.
- Oh, olá. Sim disse. Vou chamar a Lili e o Eric…
- Não vais não querida – Harry desce as escadas que iam dar ao primeiro andar e resume-lhes a história. – A Lili parece que admitiu ao Eric gostar dele. Ele estava a abraça-la, mas quase de certeza que não estou enganado.
- Então vamos os deixar a sós – apressa-se Hermione a dizer. Ouvir Harry a tratar Ginny por querida tinha quase acabado com o seu controle.

- Lili isso é importantíssimo! Porque não nos contas-te isso antes?
- Tive medo. Achas que para mim é fácil? Se de um dia para o outro te acontecesse isso, que farias?
- Não sei, mas esse segredo é grande demais…
- E pode trazer um perigo ainda maior – conclui Lili. - Foi ai que te conheci. Ouvi tudo a respeito de ter de me apaixonar por ti, mas não foi por isso que me apaixonei. Algo faz com que me sinta bem perto de ti. Mas para ti isso agora deve ser difícil de acreditar depois do que te disse.
- Não, não é. Confio plenamente em ti. Sei que estás a ser sincera.
- Obrigado.
- Agora não será melhor voltar-mos para dentro?
- Sim. A tia Hermione já deve ter chegado. Vou ter de fingir novamente que ao sei de nada...

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Re: Harry Potter e o Último dos Riddle

Mensagem por MoonSerenidade em Dom 29 Nov 2009 - 7:58

Capitulo 7 (Parte 1) – Um Natal Negro

- Olá tia, olá tio… - Lili podia não querer o mal da família, mas guardar aquele segredo custava-lhe. Eric mantinha um sorriso um pouco forçado. Além de estar feliz com o amor da pequena, sabia que ela estava a sofrer. – Hum… É esse o bolo? Tem um aspecto delicioso tia Hermione! – O bolo de Hermione parecia uma obra-prima: de três camadas do mais puro chocolate que encontrara, Hermione tinha-se esmerado na decoração daquele bolo, não por causa das crianças, mas sim do seu amado. As pequenas flores de açúcar que ornamentavam o bolo pareciam dizer “come-me”, a cobertura, também ela de chocolate e enfeitiçada para que parecesse uma cascata, dava vontade de beber, e os montinhos de natas a volta das camadas chamavam qualquer ser que não fosse guloso para as provar.
- Olá sobrinha! – Retribuiu Ron com um olhar desejoso para aquela maravilha preparada por Hermione. – Então como estás? Já sei que estiveste a brincar com o Hugo hoje…
Hugo aparece de repente e corta a palavra ao pai:
- Sim estivemos. Só foi pena a mãe não fazer logo o bolo quando a acordamos…
- Acordaram a Hermione? – Ginny estava a ficar desconfiada. Harry tinha estado toda a tarde com Hermione. Porque não tinha vindo para casa se ela estava a dormir?
- Sim. – Respondeu Hugo inocentemente. – Ela e o tio Harry estavam os dois na cama a dormir…
Eric apenas teve tempo de dizer em bom som “Meninos porque não vamos brincar para o jardim?”. Ginny percebeu a intenção de Eric. Ron, que estava vorazmente a devorar um pedaço de bolo, deixou o prato cair no chão: - O quê?
Quando Eric e os miúdos saíram da sala, Ginny rebentou:
- Vocês os dois importam-se de explicar o que vem a ser isto?
- Harry…
- Hermione não podemos esconder mais… Que queres que faça? Temos de contar a verdade… - Respirou fundo e prosseguiu, tentando manter um tom calmo: - O que se passa é que, desde que me traíste eu nunca mais consegui pensar em ti da mesma forma Ginny. E já me sentia atraído pela Hermione à muitos anos.
- E isso lá é desculpa para me traíres? Espera… Isso não é mesmo desculpa! Eu não te traí Harry! Mas não há perdão para o que me fizeste… - Ginny caí prostrada no sofá a chorar. O seu cabelo ruivo caia-lhe sobre as faces, escondendo as lágrimas que escapavam dos seus olhos.
- Hermione isto é verdade? Conseguiste-me trair após todos estes anos? Sempre confiei em ti…
- O que acontece é que eu estou farta de ti à anos! Foi a gota de água teres trocado a tua família pelo ouro do Draco Malfoy. Sim ele paga-te bem… Mas à quanto tempo não passas um dia em casa com a família? À quanto tempo não brincas com os teus filhos? À quanto tempo não chegas a casa e passas um tempo comigo? Eu sempre gostei muito do Harry, e quando ele se aproximou mais de mim e tu não me ligavas, eu cedi! – Até Harry percebeu que aquilo já não era só pela traição. Hermione estava completamente vermelha; as lágrimas escorriam-lhe pelas faces, mas a sua expressão estava calma, como se acabasse de tirar um grande peso de cima. – Ainda me condenas por te ter traído, agora que sabes que a culpa é toda tua?
- Até podes pensar que a culpa é minha, - Ron adquiriu uma expressão dura: as sobrancelhas arqueadas, os olhos semi-serrados e a cabeça firme, impunham respeito – mas se eu aceitei o emprego do Malfoy e nunca mais estive em casa foi porque tinha razões para isso. Eu sei que não tenho dado atenção a nenhum de vocês, mas eu tenho passado muito tempo com a Luna a preparar algo, que supostamente deveria ser surpresa para todos, pois esta família à muito que não sorri. Desde que o Riddle apareceu nunca mais ninguém ficou alegre, já repararam? Tentam manter os miúdos afastados para que não sofram, mas nós continuamos a sofrer dia após dia. A Luna e eu temos trabalhado imenso numa grande festa de Natal para os miúdos. Nem o Neville sabe de nada. Eu só fui trabalhar para o Malfoy porque neste tempo, com todos assustados por causa da Lili, se esqueceram do que é alegria, e eu queria que todos se divertissem numa grande festa. – Todos naquela sala ficaram surpresos. Ron estava a falar a sério, e Hermione havia-o julgado mal. Sentou-se completamente enojada com o que fizera ao seu marido, além de continuar a amar Harry. O que fizera não tinha perdão.

- Lili, não queres vir brincar comigo? – Hugo estranhava a proximidade da prima com Eric: estavam os dois sentados no baloiço de jardim que os Potter tinham no quintal, e conversavam um pouco preocupados.
- Agora não Hugo… - E piscou-lhe o olho. Hugo percebeu o que a prima estava a fazer. Ele próprio dissera que ela gostava de Eric, mas nunca pensara que ela o viesse a admitir. Deitou-se no chão a olhar para as estrelas e em pouco tempo adormeceu.
- O que achas que se está a passar lá dentro?
- Tem calma Lili. Está tudo muito calmo. Acho que a pior parte da discussão já passou. – Eric apenas tentava acalmar a pequena, pois não acreditava em nada daquilo que dizia. – Olha o teu primo está a dormir… Não seria o melhor fazeres o mesmo? Foi um dia agitado…
Nisto um riso maquiavélico ouviu-se no ar. Eric, instantaneamente, gritou:
- Foge Lili!
Os Potter e os Weasley aperceberam-se que algo estava errado. Apesar da tristeza que sentiam, correram com todas as suas forças para a quintal.
- Riddle! – Harry estava dividido pela fúria de ver a sua família atacada, e pelo medo de perder a sua filha numa batalha. – Que queres tu de nós afinal?
- Tinha-te por inteligente Potter… Entrega-me a miúda e tudo acaba em bem…
- Não te vou entregar a minha filha, nem que tenha de morrer!
- Só estás a prolongar o jogo Potter… - A voz de Riddle era tão calma que Harry estava cada vez mais furioso. – Para que insistes em repetir tudo aquilo que os teus pais fizeram?... Achas que vale mesmo a pena te sacrificares por uma coisinha tão insignificante?
- Avada…
- Harry, Harry, Harry… Não te lembras do que aconteceu da última vez que me tentas-te matar?...
Harry não conseguia compreender porque Riddle estava tão calmo em relação à maldição da morte. Lembrava-se perfeitamente da maneira como tinha sido enfrentado com a realidade que Riddle sabia fugir da maldição, mas nunca percebera como.
- Dou-te uma semana para poderes entregar a tua filha. Se não a entregares, todos os elementos da tua família morrerão… Um por um…
Nisto desapareceu. Ginny abraçava Lili, Hermione e Ron estavam perto de Hugo, que com toda a confusão tinha acordado, e Harry e Eric estavam lado a lado ainda com uma expressão de desafio.
- Temos de arranjar uma solução – dizia Harry com convicção. – Não entregarei a minha filha, nem deixarei morrer a minha família por nada deste mundo.

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Re: Harry Potter e o Último dos Riddle

Mensagem por Mallory em Ter 1 Dez 2009 - 7:47

Está demais! Já te tinha dito que deverias escrever um livro?
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Re: Harry Potter e o Último dos Riddle

Mensagem por MoonSerenidade em Ter 1 Dez 2009 - 9:13

loool

mt obrigado Smile

vou tentar pôr a segunda parte deste capitulo ainda antes do natal

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Re: Harry Potter e o Último dos Riddle

Mensagem por MoonSerenidade em Ter 30 Mar 2010 - 8:22

Capitulo 7 (Parte 2) – Um Natal Negro

Aquela noite não tinha sido fácil. O relógio antigo pendurado na parede da sala dos Potter parecia ter parado. Na sala encontravam-se Harry, que andava de um lado para o outro com toda a preocupação de não arranjar uma solução a tempo, Ginny e Ron que estavam sentados a um canto com a cabeça prestes a explodir devido à preocupação e às noticias daquela noite, e Lili que tinha adormecido ao colo de Eric que se encontrava sentado no sofá completamente preocupado com a pequena.
- Mas porquê? – Harry não conseguia aguentar mais a raiva que tinha a Riddle. – Primeiro os meus pais, depois eu e agora a minha filha! Tudo por culpa de “um” Riddle! – Dito isto caiu de joelhos no chão, já sem força para pensar. – Eu só queria uma vida calma para os meus filhos mas nem isso consegui!
- Harry… - Além de extremamente magoada, Ginny não conseguia ver o marido assim. O que ele estava a dizer ela sabia bem que não era verdade. Nada daquilo tinha acontecido por sua culpa e custava-lhe imenso vê-lo assim. – Sabes que a culpa disto ter acontecido não é tua…
- É minha sim! Eu não estou só a falar do Riddle, estou também a falar em nós Ginny! Estraguei tudo, a minha família está ameaçada e eu não posso fazer nada!
Neste momento Hermione, que tinha estado no quarto de Lili a adormecer o pequeno Hugo, desce as escadas com um ar abatido mas também de quem sabia de alguma coisa que os pudesse ajudar. – Não sei se será solução, mas encontrei algo que pode ser útil…

Entretanto, em Hogwarts todos começavam a pensar nas férias de Natal, especialmente três elementos dos gryffindor:
- Algum de vocês recebeu alguma coruja hoje? – Perguntava Albus com tristeza.
- Não… - respondeu o irmão. – E a Rosa também não. – Acrescentava James enquanto olhava para a prima que se encontrava à janela da sala comum. – Já devíamos ter recebido uma carta dos pais a dizer se sempre vamos passar o Natal a casa ou não.
- Será que eles se esqueceram de nós?
- Claro que não Albus. – Era a primeira vez que Rosa falava naquela noite, e uma das raras vezes que ela falava durante toda aquela semana. Albus notara que a prima e o irmão estavam estranhos desde que tinham sido chamados ao gabinete da Directora, mas não os conseguira convencer a contar-lhe o que se passava. – James, achas que está tudo bem?
- Não duvido que haja qualquer coisa que esteja mal, mas se assim fosse já nos tinham dito. – Ao acabar de dizer isto, os três ouvem umas pancadinhas na janela. A coruja das torres que lhes levava a carta era desconhecida mas a carta podia ser reconhecida em qualquer parte.
“Por favor venham os três ao meu gabinete. Tragam a carta quando vierem caso vos vejam a estas horas fora da cama.
M. McGonagall”
- O que será que se passou desta vez? – Perguntaram em simultâneo Rosa e James. Albus estava confuso. McGonagall nunca o tinha chamado ao seu gabinete, e muito menos a uma hora daquelas. Era quase meia-noite, mas mesmo assim os três se dirigiram para o gabinete da Directora.
- Ainda bem que aqui estão meninos. – A professora McGonagall nunca tinha tido um aspecto tão cansado à vista dos seus alunos. – James e Rosa podem calcular porque vos chamei?
- Não é por causa do Riddle, pois não professora? – James ainda tinha esperança que o assunto fosse outro. Harry não queria que nenhum dos pequenos soubesse da situação pra não os preocupar, mas face aos acontecimentos, não o pode deixar de fazer.
- Infelizmente é. Recebi à pouco uma carta dos vossos pais a pedirem-me que fossem para casa ainda hoje ou amanha pois precisam de falar com vocês os três. – McGonagall fez uma pausa. Gostava demasiado das crianças para fingir a preocupação com que estava. – Por isso vos chamei aqui. Desbloqueei a minha lareira para poderem voltar para casa pelo pó de Floo. Irão todos para casa dos Potter.
Todos assentiram e um a um deixaram o gabinete da Directora.

- Como descobriste isso Hermione? – Harry estava capaz de beijar Hermione naquele preciso momento, mas dadas as circunstâncias conteve-se.
- No Verão andei a fazer uma pequena pesquisa sobre objectos mágicos e encontrei esse num livro muito antigo. Não sei se poderá ajudar, além que não temos a sua localização, mas pelo menos é uma ideia.
- Já ouvi falar nesse objecto. O seu nome é Lágrima de Esmeralda. Dizem que tem poderes nunca antes vistos, mas nunca ninguém a encontrou. O Ministério andou à procura da Lágrima durante anos a fio, para não dizer décadas. Mas a única pista que conseguiu obter foi que a Lágrima estava escondida num deserto e era protegida por feitiços incrivelmente avançados. – Eric parecia ter ficado surpreendido com a inteligência e memória de Hermione. – Mesmo que a quisesse-mos encontrar não tínhamos tempo.
- Ainda temos um trunfo na manga. – Harry sabia que iria ser arriscado mas tinha que tentar. – Eu usarei o colar. Se o poder da Lili é assim tão forte podemos tentar ganhar tempo para encontrar a Lágrima de Esmeralda.
- As hipóteses de a encontrarmos são quase nulas Harry.
- Temos de tentar Eric. Nem que seja para ganharmos tempo para pensar num plano.
Harry olhava agora para a sua filha com um sorriso nos lábios. Ele não a ia perder, não depois de tudo o que ele já tinha sofrido.
Ouve-se um barulho, e da lareira que existia na sala aparecem as três crianças. Ginny e Hermione apressam-se a abraça-las, mas Albus afasta-a.
- Gostava de saber o que se passa! Porque todos parecem não me querer dizer o que está a acontecer?
- Já é tarde, amanhã falamos todos, pode ser? – Ginny e Hermione não tinham gostado da decisão de Harry sobre contar a verdade aos miúdos mas sabia os motivos que o tinham levado a fazer isso. Anos antes tinham-lhe escondido o que sabiam sobre o que Voldemort procurava e isso resultara na morte do seu padrinho. Ele sofrera muito com essa morte e sabia que, de alguma maneira, podia ter sido evitada. Não queria que o erro se voltasse a repetir.
- As vossas mães têm razão. Falamos todos amanhã. Já é tarde e a noite foi cansativa. Até amanha meninos. – Ao ouvir as palavras do pai, Albus percebeu que não valia insistir no assunto. O pai cumpria sempre o que dizia e a verdade é que ele já não conseguia aguentar muito mais tempo acordado. Subiram, então, os três. Albus e James foram para o seu quarto e Rosa para o quarto de Lili. – O melhor é nos irmos deitar também. O dia de amanha não vai ser fácil.
- Esperem. – Ron parecia ter acordado subitamente. – Ainda temos um assunto a tratar esta noite…

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Re: Harry Potter e o Último dos Riddle

Mensagem por Mallory em Qua 31 Mar 2010 - 4:00

Super, como sempre.

Tenho de pensar em postar na minha fic, mas esqueço-me sempre ou não tenho tempo. Razz
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Re: Harry Potter e o Último dos Riddle

Mensagem por MoonSerenidade em Qui 1 Abr 2010 - 13:23

bigado
se tiver disposição ainda escrevo o resto do capitulo nas ferias

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Quero o resto do capitulo.....

Mensagem por Ismael em Ter 13 Abr 2010 - 21:51

ola, sou novo no forum e adorei ler sua fic....
voce é uma grande escritora, deveria publicar um livro....

tow na espera pelo restante do capitulo

xD Smile

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Re: Harry Potter e o Último dos Riddle

Mensagem por MoonSerenidade em Dom 17 Out 2010 - 10:54


Capitulo 7 (Parte 3) – Um Natal Negro

Eric ao ouvir as palavras de Ron ofereceu-se para ir deitar a pequena Lili, retirando-se. O ambiente na sala dos Potter estava de cortar a faca. Agora a sós, não se percebia qual dos quatro estava mais arrependido pelo que tinha feito. Hermione continuava a sentir-se culpada por ter julgado o marido sem mais nem menos; Ginny acariciava a barriga, agora de quatro meses, enquanto olhava com os olhos marejados para Harry sendo abraçado pelo irmão. Ron, por sua vez, olhava para a mulher e para o melhor amigo completamente enojado. Aquele que havia sido o seu pior pesadelo em tempos tinha-se realizado. Vendo que nenhum dos três dava sinais de se querer explicar Harry virou costas dirigindo-se em seguida ao móvel onde guardava o álbum de fotografias dos tempos em que os quatro andavam em Hogwarts.

- O que nos aconteceu? – Era apenas um sussurro mas todos o ouviram. – Como chegamos a este ponto? Nem pelas crianças tivemos respeito… - Harry não conseguia continuar a ver a colectânea de fotos que enchiam as páginas do álbum. Sempre que mudava de página e via os rostos alegres que lhe sorriam uma pequena lágrima escorria-lhe pelo rosto. – Foi nisto que nos tornámos ao fim de todos estes anos?

Nenhum dos restantes tinha palavras para responder a tudo aquilo. Todos se lembravam do começo das suas amizades, das aventuras que partilharam, dos bons e dos maus momentos. Como tinham chegado aquele ponto? Desconfiança, vingança, preocupação. Tudo aquilo tinha começado quando aparecera Riddle, ou quase tudo…

- Harry?... – Ginny soltara-se do abraço do irmão e dirigia-se ao marido. Nos seus olhos, uma pequena lágrima teimava-lhe em sair. – Eu sei que não acreditas mas eu não te trai! – Como que em um desabafo, as lágrimas saltaram-lhe dos olhos. A única pessoa que tinha ouvido todo o seu desabafo fora Eric num dia de Outubro.

[Flashback]

As folhas caíam das árvores do quintal dos Potter. Ginny e Eric observavam, a partir da varanda, o treino da pequena Lili, enquanto bebiam um chá. Eric já estava à um mês em casa dos Potter e sentia-se bem no seio daquela família, não propriamente feliz mas com uma grande história.
Eric estava envolto nos seus pensamentos quando ouve alguém a chorar. Quando desvia o olhar da sua protegida percebe que é Ginny quem não contém as lágrimas.

- Eu sei que é custoso Ginny, mas vais ver que esta ameaça em breve desaparecerá.
- Eric… - Ginny não aguentava mais. Tudo aquilo que se havia passado tinha-a deixado de rastos. – Eu também estou preocupada com a Lili, mas… - Ela tentava a todo o custo se acalmar mas sem sucesso.
- Precisas de desabafar? Sabes que podes contar comigo para tudo Ginny. Também, é o mínimo que posso fazer depois de toda a vossa hospitalidade.
- Obrigado Eric. – Aquelas palavras pareciam ter deixado Ginny mais calma. Olhou de relance para Harry e deixou escapar mais uma lágrima. – Eu nunca contei isto a ninguém, nem mesmo ao Harry. – Eric percebeu que qualquer que fosse o assunto que deixara Ginny naquele estado não tinha a ver com a sua amada. Qualquer coisa que tivesse a ver com Lili era tratada no momento para não correrem mais riscos. – Sabes a revelação que fiz ao Harry no Departamento de Mistérios? – Eric assentiu. A revelação de que Ginny engravidara de outro pôs um fim ao amor que Harry sentia pela sua mulher. – Eu fui falar com o Dean e ele diz que tal coisa nunca aconteceu entre nós dois, ou pelo menos nada que se lembra-se, e por isso aceitou fazer um teste de paternidade dos Muggles. Mas o teste deu negativo…
- Mas isso é óptimo não é? – Eric não estava a perceber onde Ginny queria chegar. Se o filho não era do Dean só poderia ser de Harry, ou será que não?
- Podia ser mas… Os médicos não sabem como mas o bebé só tem os meus genes. Dizem que é como se não tivesse pai…
Aquela afirmação fez com que Eric tivesse um mau pressentimento. Já tinha ouvido muito acerca dos médicos muggles mas nada que se comparasse aquilo.
- Por muito que eu queira ajudar não sei o que posso fazer Ginny. Uma situação dessas ultrapassa-me de todas as formas. Mas porque não dizes isso ao Harry?
- Depois de tudo o que ele passou e pelo que ele está a passar por causa da filha, acho que não é boa altura para lhe contar isto…

[Fim do Flashback]

Depois de contar tudo isso, os presentes na sala não sabiam como reagir. Hermione levantara os olhos, que estavam fixos no chão desde que Eric abandonara a sala, e exibia uma expressão de incompreensão face ao que ouvira. Ron deixara-se cair no sofá. Nunca imaginara o sofrimento em que a irmã se encontrara durante todos aqueles meses, e nunca se iria perdoar de lhe ter chamado de oferecida quando Harry lhe havia contado de tudo o que se tinha passado no Ministério. Já este último estava imóvel. A notícia de que a criança que Ginny transportava não tinha pai tinha-o deixado perdido. Havia-a traído por se ter sentido assim, mas agora tudo aquilo não fazia sentido. Queria pedir desculpa à mãe dos seus filhos, queria-a abraçar e dizer-lhe que estava tudo bem, porém não estava. Ele tinha sido estúpido e agora estava a pagar pelos seus erros. Abriu a boca mas nenhum som saiu. Voltou a abri-la.

- Eu não te mereço Ginny. Eu fui um parvo. Acabei com o nosso casamento, com o dos meus melhores amigos, e ainda duvidei que me amasses. Desculpa. – A última palavra por ele proferida fez com que Ginny visse de novo o rapaz por quem se tinha apaixonado. Aproximou-se dele, abraçando-o. Harry ficou confuso. Depois de tudo o que lhe tinha feito ela ainda o abraçava?
- Eu sei que não acreditas-te em mim e que me trais-te mas, nem que seja só até este pesadelo acabar, fica comigo. – Harry comoveu-se com o desejo da mulher. Ela podia estar desolada mas ainda assim demonstrava-lhe o quanto gostava dele.
- Claro que fico. Fico por ti, pelos nossos filhos e por nós, meu amor. – O beijo que se seguiu foi único. As lágrimas que escorriam dos olhos dos dois juntavam-se, as suas mãos estavam entrelaçadas e os seus corações batiam no mesmo ritmo. Tinham-se esquecido de Ron e Hermione. Naquele momento tudo tinha desaparecido.
- Ron… - O sussurro de Hermione fora praticamente inaudível mas ele compreendeu. Foram até à cozinha. Esta estava decorada com móveis de madeira de pinho, uma mesa a combinar e todos os electrodomésticos nos seus respectivos lugares. Quem não soubesse que naquela casa viviam feiticeiros nunca iria adivinhar. – Eu sei que nunca vou ter o teu perdão, mas quero que saibas que estou muito arrependida pelo que fiz. Nunca te deveria ter traído e muito menos com o teu melhor amigo. Chateia-te comigo, mas não descarregues em cima do Harry. Tu próprio apontas-te o dedo à tua irmã. O Harry estava frágil por causa da filha, e da maneira como a noticia da gravidez da Ginny o afectou ele nem sequer pensou duas vezes. Já eu sentia-me abandonada e deixei-me levar pelo carinho que tenho por ele. Isto nunca deveria ter acontecido…

O relógio da cozinha marcava duas e meia da manhã. O rosto de Ron estava marcado pelo cansaço, pela preocupação e pelo arrependimento. De algum modo ele também tinha tido a culpa. Não tinha ouvido a irmã quando esta necessitava de apoio e tinha abandonado, ainda que não fosse essa a sua ideia, a família.

- Hermione sabes bem que sempre fui doido por ti. Este golpe custou-me muito. Este sempre foi o meu pior pesadelo e vê-lo transformado em realidade… Nem sei bem descrever a dor que senti, nem que estou a sentir, mas estou disposto a tentar esquecer tudo. Até lá cuida dos miúdos. Vou passar uns tempos a casa do meu pai. Preciso de me afastar.
- Eu compreendo. – Hermione nunca pensou tal resposta do marido. – Obrigado – acrescentou.

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Harry Potter e o Último dos Riddle

7º Capitulo (parte 4) Actualizado 14/11/2010
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Re: Harry Potter e o Último dos Riddle

Mensagem por MoonSerenidade em Dom 14 Nov 2010 - 8:10

Capitulo 7 (Parte 4) – Um Natal Negro

Ron tinha ido para casa de Mr. Weasley e Hermione ficara na casa dos Potter, pois Hugo e Rosa estavam a dormir e já passavam das três da manhã. Harry, ao não conseguir adormecer decidiu ir até à sala de estar. Ao descer as escadas deparou-se com Eric.

- Ainda acordado?
- Sim, mas não estou só…

Ao entrar na sala Lili levanta-se do sofá e Eric vai até ela e abraça-a. – Está tudo bem. Não podes esconder esse segredo por mais tempo Lili. – Harry começava a ficar desconfiado. Que segredo assim tão grande uma menina de nove anos podia esconder?
- Pai, é que…



No quarto de James e Albus podia-se ouvir um burburinho proferido pelos filhos mais velhos dos casais.

- Achas que é assim tão grave? Os nossos pais disseram que mandavam uma carta… porque nos chamaram assim tão de repente? – Rosa esgueirara-se até ao quarto dos primos. Em Hogwarts ela e James passavam muitas noites na sala comum a falar nos últimos acontecimentos.
- O meu pai sempre disse que o sítio mais seguro para se estar era Hogwarts, por isso não deve haver perigo de estarmos em casa. Eu só acho estranho toda aquela tensão que estava na sala. Nunca os tinha visto assim. – James tinha uma inteligência que espantava qualquer um. Mal tinha posto os pés na sala de estar e já se tinha apercebido que qualquer coisa estava mal.
Albus remexia-se no meio dos lençóis. James e Rosa sabiam bem que ele podia ouvir qualquer palavra que eles proferissem, por isso deixaram a conversa para quando estivessem com os pais ou sozinhos.



- Quando estavas a pensar contar-nos isso Lili? – Harry estava perplexo com o que a filha lhe contara. A sua menina… Como poderia tudo aquilo ser verdade? – Então descobriste tudo isso enquanto estiveste adormecida no Departamento de Mistérios…
- Sim. Foi por isso que o Riddle não me veio buscar no dia seguinte, como tinha dito. Ele pensou que a minha magia ainda estava adormecida e que assim não haveria problemas em me raptar, mas quando se apercebeu deve ter pensado que o melhor era um ataque surpresa.
- Faz sentido. Mas já nos devias ter dito Lili. E tu Eric que sabias de tudo…
- Só soube esta noite. – Assim era. Lili contara todos os pormenores a Eric mesmo antes de Riddle aparecer, e só por muita insistência deste, Lili contara ao pai o grande segredo que guardava havia meses.
- Mas isso pode-nos por em vantagem, pelo menos até encontrarmos a Lágrima de Esmeralda.
- Isso vai ser impossível Harry… Já te disse que durante décadas o Ministério andou à procura da Lágrima e nunca a encontrou…
- Eu vou encontrar a Lágrima, nem que morra a tentar! – Harry parecia ter recuperado as esperanças. Por tudo o que ele mais amava, iria até aos confins do mundo para salvar a sua família. – Além do mais já sabemos que se encontra num deserto, pois é por ai que vamos começar as buscas. Eu usarei o colar e fundirei a minha magia com a da Lili.

Lili desviara o olhar. Sabia o que viria a seguir mas não sabia se estaria pronta para tudo aquilo. Quando se atreveu a olhar para o pai de novo este sorria e uma pequena lágrima teimava em lhe aparecer no olho direito. O seu olhar verde brilhava pela primeira vez em meses. Então abraçou-a.

- A decisão é tua, minha filha. Sabes bem que qualquer que seja a ta decisão eu te apoiarei. – A lágrima escorreu pela face de Harry que ao mesmo tempo que tirava o colar de dentro de uma pequena caixa de veludo azul que levava consigo para todo o lado. – Não vou deixar que aconteça nada a esta família. – Mal acabou de proferir estas palavras, a pequena lágrima caiu no meio do coração de prata. Uma imensa luz rosa inundou a sala de estar voltando de seguida para dentro do colar. Começava agora uma nova guerra.



- Pai? Pai estás em casa? – Ron chegara à Toca naquele preciso momento. Desde a morte de sua mãe que ele não ia a casa dos pais. Por muito que a sua irmã lhe pedisse ele não conseguia. Todas as recordações que tinha deixavam-no triste. Ao entrar na cozinha vê Mr. Weasley a dormir sobre a mesa, onde se encontram diversos livros. Ao ler um dos títulos de uma página, Ron percebe que o pai estava a pesquisar sobre a Lágrima de Esmeralda num livro de Muggles, onde haviam algumas passagens sublinhadas:

“No antigo Egipto, os faraós diziam que as esmeraldas eram um símbolo de imortalidade. A figura que mais representa a esmeralda na Antiguidade é a rainha Cleópatra. […] Cleópatra tinha uma mina de esmeraldas só dela, no meio do deserto!” [1]

Também num outro livro se encontravam algumas passagens, mas desta vez acerca de lendas:

“Vem de longe o fascínio que as esmeraldas exercem sobre as pessoas sensíveis e apaixonadas. Admirada à mais de quatro mil anos, a gema tem fama de avivar a inteligência e o coração, além de ser vista até hoje como guardiã do amor […]”[2]

- Mas como é que ele sabe da Lágrima? – Sussurrava Ron para si próprio. – Pai! Acorda!
- Hum…? Ron…? Que fazes aqui a estas horas? – As olheiras apresentadas por Mr. Weasley mostravam o quão cansado ele estava.
- Isso não interessa… O importante agora é como sabes da Lágrima…? – Ron fechava as mãos com força para não pensar em todos os acontecimentos daquela noite. Neste momento o mais importante era os filhos e os sobrinhos.
- Lágrima? Que lágrima?
- A Lágrima de Esmeralda! Qual haveria de ser?
- Mas Ron… Eu não faço ideia do que estás a falar, filho.
- Mas… Estes livros todos… As esmeraldas e o deserto… - Se Mr. Weasley não conhecesse o filho, diria que este estava louco. Nada fazia sentido. Ron recusara-se sempre a ir velo e ali estava ele a meio da noite, sem dizer uma única coisa coerente.
- Acalma-te! Agora explica-me tudo direito…



Depois de deitar a pequena Lili, Harry desceu novamente as escadas para se encontrar a sós com Eric na sala. Este último acabara de fazer um chá e acender a fogueira que tinha sido apagada umas horas antes. Aquela noite adivinhava-se ainda longa, e o frio fazia-se sentir cada vez mais.

- Achas que ela o fará?
- Ela fará o que achar melhor. – Harry olhava agora para o jardim através do vidro da janela. – Tenho a certeza que qualquer que seja a sua decisão, ela acarretará com as consequências.

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[1] Retirado do livro: Sonho Verde: aventura num garimpo de esmeraldas
[2] Retirado de: http://www.portaldasjoias.com.br/Maio_03/Curiosidades/curiosidades.htm

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