The Four elements

Página 3 de 4 Anterior  1, 2, 3, 4  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Re: The Four elements

Mensagem por AnA_Sant0s em Seg 22 Dez 2008 - 15:00

Um choque atingiu todos. Haydée surgiu por detrás de John com uma pizza na mão.
-enfim, acho que desta vez eles merecem a pizza, não achas John?
-hum... pode ser, mas eles têm que implorar.
-é que nem pensem nisso! Prefiro comer excrementos de ratazana. – Atirou Lucinda.
-então…bom jantar! – Disseram os dois em uníssono.
-PAI! – Gritou Lucinda.
-ah, mas que choramingas. Nem eu que sou a mais nova faço essas fitas. – Murmurou Emily, fazendo todos os presentes da sala, menos Lucinda, rirem-se ás gargalhadas
Haydée e John sentaram-se junto a Meredith e Sebastian e conversaram sobre os empregos que iriam seguir. Os outros ouviram com atenção cada palavra. Ainda não conseguiam acreditar que Haydée, John e Lucinda, seus pais, eram irmãos. E que eles eram primos. Sophie pensava ainda na maldição. Apenas dois dos cinco irmãos sobreviveram. Quem?
Meredith riu-se alto de um comentário que Haydée lançou a Sebastian:
-devias ter vergonha! Dar tampa á Theresa que só tinha boas intenções. Vais morrer seco!
-falas como se nunca tivesses um melga atrás de ti!
-e já… tive vários. E consegui fazer com que eles “descolassem” sem nunca os magoar… muito.
-então, achas-te uma perita no sexo oposto.
-claro que sim! Os homens não me resistem.
John quase se engasgou com a pizza, tossindo bastante alto.
-isso foi algum comentário? - Perguntou uma Haydée enfurecida.
-eu não disse nada! – Respondeu, tentando acalmar-se.
-mas ias dizer.
-ia apenas acrescentar que nem todos os homens não te resistam. Há um!
-e qual é? – Perguntou Lucinda, já recuperada do mau humor.
-bem. É o…
-cala-te! – Interrompeu Haydée.
-porquê? Tens alguma a esconder, filha? – Perguntou o chefe de família.
-não, pai!
-então conta John!
Haydée mandou um olhar ameaçador a este, mas isso não o impediu de contar:
-é o Ted!
-Ted? O meu colega de trabalho? – Perguntou Dennis.
-exacto. Ele não lhe liga nenhuma, por isso é que ela está a fazer de tudo para o convidar para sair.
-cala a boca, John!
-mas ele não veio á tua festa? – Perguntou Sebastian.
-pois, mas ao que parece, ficou a festa toda a falar com a Cindy e ignorou-a.
-ai. Já chega! – E pegou nas almofadas, atirando-as para John. Este gritou:
-guerra de almofadas!
E uma guerra começou. O pai tentou, com a varinha, tirar os restos das pizzas do cenário. Os irmãos, Meredith e Sebastian atiravam as almofadas uns aos outros, rindo-se. Por várias vezes Sebastian e Lucinda chocaram e lançaram um olhar um ao outro.
A certa altura formaram equipas:
-muito bem! As raparigas serão as atacantes e os rapazes as bases. – Comentou Dennis. – Muito bem, de um lado, Campbell e Spiebersen, dos Gryffindor – Haydée e John levantaram as mãos gritando – e do outro, Spassy e Burrows, dos Ravenclaw.
As dúvidas estavam agora esclarecidas. Clinton viu então, pela primeira vez, a mãe que nunca conhecera. Sabia agora a ligação a Sophie, Sarah e Tom. Os seus pais eram amigos! Mas havia ainda várias perguntas que nenhum dos quatro se atrevia a fazer, devido ao tempo inadequado. Queriam saber mais.
Mas as criaturas interromperam a visão. Estavam na mesma sala, mas agora com uma Haydée mais crescida. E grávida. Sarah sorriu ao ver a mãe a esfregar a barriga com carinho. Sentia o amor dela. O que é que correra mal?
A porta abriu-se e entrou uma bela mulher loira de olhos azuis-escuros, também grávida:
-estás melhor? – Perguntou.
-não consigo habituar-me a ter de dormir com a barriga virada para cima. – Respondeu Haydée. – Mas tu pareces feliz.
-sim! Estou desejosa por saber se é menino ou menina!
-já decidiste os nomes?
-só o de menina! Sarah! Seria um bom-nome, não?
Haydée sorriu.
-o nome da minha mãe?
-sim! Quando me falaste dela, deu-me a impressão de que era uma pessoa excepcional. E gostava que a minha filha fosse assim.
-ainda não sabes se é menina.
-pois, mas gostava. E tu?
-bem… para menina estou a pensar Stephanie. E para rapaz… Tom.
-Tom? De Thomas?
-não... de Tomás.
-esse nome não é…
-português? Bem, era o nome do nosso vizinho do lado que morreu há quatro anos. Eu e o John costumávamos brincar no quintal dele em miúdos e, mais tarde, falar sobre feitiços. Era um homem especial para nós.
Sarah e Tom não conseguiram deixar de sorrir um para o outro com tal cena. Estavam confusos, mas perceberam que era aquela a origem dos seus nomes. Tom sabia que aquela era a sua mãe. A mulher da carta.
-Nadiya? – Chamou John, vindo da cozinha.
-o que foi? – Respondeu a loira.
-estava aqui a pensar em chamar George caso seja rapaz. George Spiebersen fica bem, não?
-fica, fica… –
-ainda bem que estamos de acordo.
-o que se passa aqui? – Entrou Emily, agora de quinze anos.
-o John está a ter um ataque. Tudo porque ainda está indeciso sobre o nome para rapaz. – Respondeu Haydée.
-não estou nada! – Pôs o braço à volta da mulher, que o beijou na face, dizendo de seguida:
-não te preocupes, ainda faltam dois meses.
-mesmo assim tenho que estar preparado para tudo.
-ai, porque é que estás tão preocupado? Eu sei qual vai ser o sexo dos vossos filhos.
-como é que sabes? – Perguntou Haydée.
-bem, em Hogwards existe uma disciplina chamada Adivinhação. – Respondeu, sarcástica.
-não tivemos. É desnecessário!
-pois eu gosto. E pedi á professora que me ensinasse a adivinhação dos sexos dos primogénitos.
-ah, então só podemos saber qual é o sexo dos nossos primogénitos? Bem me parecia que Adivinhação era mesmo estúpido – falou Haydée.
-não. Ela disse que vocês apenas iam ter um filho.
A expressão de Haydée não mudou, já de John transformou-se em espanto:
-como assim? Eu quero uma ninhada de filhos!
-É que nem penses! Se queres a ninhada carrega-a tu no vente durante nove meses. – Argumentou Nadiya.
-pelo menos um rapaz e uma rapariga!
-eu já me contento com um e já é demais. Nunca quis ser mãe. – Murmurou Haydée.
-verdade, mas agora estás muito feliz. Ou pensas que não sei que tens preparado o quarto do bebe desde o primeiro mês? – Afirmou Emily, fazendo Haydée corar.
-é aquela emoção! – Respondeu.
-espero que a tua filha não seja como tu, porque senão estamos feitos ao bife. - atirou a jovem.
-o quê? Vou ter uma menina? – Virou-se para ela, com uma lágrima no olho.
-vais. E a Nadiya e o John vão ter um rapaz.
John e Haydée exibiram um riso do tamanho do mundo, mas Nadiya ficou séria.
-o que foi? Não queres ter um rapaz? – Perguntou Emily.
Nadiya fingiu não ter ouvido. Haydée fez sinal para que John e Emily saíssem da sala. Quando a duas ficaram sozinhas, Nadiya explodiu:
-esta criança não pode nascer! – Disse, quase a chorar.
-não digas disparates! Nós iremos protege-lo.
-mas ele…
-enquanto for viva, ele não lhe fará mal! – Haydée pôs a sua mão na barriga de Nadiya. – Esta criança vai estar segura, até porque eu, o John, a Meredith e o Sebastian vamos protege-la. É uma promessa.
-não sei se é suficiente! Tenho medo! O Forrest disse que se eu tivesse um rapaz...
-O importante é proteger o Cristal da Água. O Forrest não o pode apanhar. Nem a ele, nem ao teu filho.
Clinton e Tom tremeram. O primeiro porque conhecia, em parte, essa historia e o segundo porque estavam a falar dele. De alguém que o procura para o matar.

A imagem desapareceu. Os quatro viraram-se um para o outro. Não sabiam o que dizer. Tom conseguiu então articular palavras:
-O que aconteceu?
avatar
AnA_Sant0s
Lumos
Lumos

Número de Mensagens : 841
Idade : 24
Localização : Gaia
Data de inscrição : 18/09/2008

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: The Four elements

Mensagem por MoonSerenidade em Sab 10 Jan 2009 - 9:30

finalmente arranjei tempo para ler estes capitulos

AMEI

esta ultima parte está um espanto

espero por mais

_________________


Harry Potter e o Último dos Riddle

7º Capitulo (parte 4) Actualizado 14/11/2010
avatar
MoonSerenidade
Administrador
Administrador

Número de Mensagens : 948
Idade : 24
Localização : Torres Vedras
Humor : melhor era impossivel...
Data de inscrição : 19/08/2008

Ver perfil do usuário http://forum-hp.forumeiros.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: The Four elements

Mensagem por AnA_Sant0s em Sab 10 Jan 2009 - 12:42

obrigada =)

agora é vou começar a demorar a escrever mais capitulos.. mas a historia já ta quase pensada Smile
avatar
AnA_Sant0s
Lumos
Lumos

Número de Mensagens : 841
Idade : 24
Localização : Gaia
Data de inscrição : 18/09/2008

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: The Four elements

Mensagem por AnA_Sant0s em Sex 30 Jan 2009 - 16:11

foi dificil com os testes, a escola e outras fic (e tbm falta de paciencia) mas aqui está Very Happy

15. A parte da história que não contaram parte 2


Estavam sentados nos sofás. Quiseram saber tudo. No entanto era informação a mais para eles e ainda por cima não lhes esclareceram certas dúvidas:
-bem... ao menos as minhas duvidas foram esclarecidas – afirmou Sophie.
-como assim “esclarecidas”? Ficaste ainda mais confusa. E nós também – Clinton olhava para o chão. Lembrava-se de ouvir o pai falar da sua mãe com carinho e muito amor. Mas nunca respondera a perguntas simples como o nome dela, como é que ela era. E agora sabia. Mas estava tão confuso.
-É verdade, mas eu perguntei quem eram os meus pais, porque é que me abandonaram e se era por causa do meu poder. Eles responderam-me a essas perguntas. O meu pai era Sebastian Spassy e a minha mãe Lucinda Spierbersen. – Sophie e Tom olharam-se. – Somos família!
-os três! – Completou Sarah.

O silêncio predominou a sala até que Tom levantou-se e saiu da sala, em direcção á cozinha. Sarah foi atrás dele. Fechou a porta atrás de si. A cozinha era pequena em relação ás outras divisões da casa, mas grande em comparação á cozinha da sua antiga casa. Igual á cozinha dos muggle, apenas diferia no bom gosto das bancas e no cheiro a hortelã que pairava no ar. Tom parou perto da janela de vidro:
-estás bem? - Perguntou Sarah. Aproximou-se. – Eu sei que é difícil. Tanta informação ao mesmo tempo só confunde ainda mais quem já estava confuso. Mas ao menos sabemos quem são os nossos pais, como eram e… bem, ao menos já não iremos ouvir mais aqueles mexericos sobre nós.
Tom não respondeu. Saber quem eram os pais mão lhe trazia nenhuma importância. A memória ainda não explicara porque é que os pais o abandonaram. Ou se calhar até explicava. Lembrou-se do medo da mãe caso a criança fosse um rapaz. “Será que, para me protegerem desse homem eles abandonaram-me?”, pensou. Depois o olhar virou-se para Sarah. O pior daquela situação era saber que era ligado a ela por sangue. A Sarah. Não queria acreditar. Durante todos os anos que estivera em Hogwards sempre olhara com Sarah de um modo diferente que os outros rapazes. Nunca soube porquê. Até ao dia em que ambos estavam na Torre das corujas e, ao descer as escadas de volta, escorregou e quase caiu em cima de Sarah. Foi o suficiente para o seu coração bater forte quando os seus lábios quase tocaram nos dela. Não sabia se ficara pálido ou vermelho mas Sarah sorrira:
-Ei... foi por pouco. Não faças essa cara que não chegaste a cair.
Era a explicação óbvia. Mas agora existia outra: sangue e família.
-Sarah, não tenho muito interesse pela minha família. Afinal abandonaram-me.
-não sabes se isso é verdade.
-porque é que duvidas? – Os seus olhos verdes fitaram os azuis-esverdeados da amiga.
-porque vi os teus pais. Naquela memoria…. Eles queriam-te. Nunca te poderiam ter abandonado por querer. Eu também acreditava que a Haydée fosse capaz de matar alguém, mas a pessoa que vi naquela memória não era a Haydée Campbell que ouvi falar em criança.
Tom notou que Sarah, apesar do discurso, evitara dizer a palavra “mãe”. Ainda duvidava que a mãe fosse uma devoradora da morte ou uma fora-da-lei.

De repente ouviram um barulho. Vindo de fora. Tom logo pegou na varinha seguido por Sarah. A porta foi aberta por uma pequena criatura que logo se assustou:
-ai céus! Ladroes. – a pequena elfa prepara-se para estalar os dedos.
-espera! Não somos ladroes! – Apressou-se Tom a dizer.
-então o que fazem na casa do meu senhor? – A elfa vestia uma roupa mais decente, comparada com a dos elfos normais. A camisola castanha que vestia não era tão semelhante a um trapo mas mais a uma camisola velha. Os seus grandes olhos azuis fitaram-se nos desconhecidos. Piscou várias vezes. Via mal. Até que reconheceu as caras.
-menina Haydée? Menino John? – Perguntou meio a medo, meio esperançosa.
-não! Somos os filhos deles! – Respondeu Sarah.
-oh! Tomás e Sarah? Sejam bem vindos á vossa casa! Eu sou a Dorothy e sou a Elfa do vosso avô há já muito tempo.
-nosso avô? O dono desta casa?
-sim menina. O senhor Roger Spierbersen. Ele e a sua mulher Mary viveram muito felizes nesta casa. E os vossos pais também.
Sarah e Tom deram um sorriso torto.
-bem, não estamos cá sozinhos. Temos companhia. – Tom apontou o braço para a porta da cozinha ainda fechada. Dorothy e Sarah passaram pela porta em direcção á sala. A elfa chorou quando viu Sophie.
-menina Lucinda!? – Conseguiu dizer no meio das lágrimas.
-não… sou a filha dela, a Sophie.
Dorothy deixou de chorar. Na sua cara estava uma expressão de terror.
-a sério? Não me estão a enganar?
-não! Como poderemos te provar?
-digam-me então os vossos nomes completos.
Os quatro acharam estranho a pergunta. Mas responderam:
-Anthony Clinton Burrows – começou Clinton.
-Sophie Charlotte Spassy
-Sarah Michelle Campbell
-Tomás Spierbersen – acabou Tom. Os outros três olharam estranhamente para Tom. Eles tinham nomes estranhos, no entanto Tom tinha um nome “as direitas”. Sarah sabia que aquele era o nome do amigo mas pensava que, tal como ela escondia sempre o Michelle, Tom talvez escondesse um outro nome. Este sorriu ao ouvir o nome dos amigos. “Engraçado!”, pensou.

Dorothy ficou ainda mais confusa ao ouvir os nomes. Parecia não acreditar no que estava a ver. E ela pouco conseguia da velhice.
-não posso acreditar! – Sussurrou.
-tudo bem? – Sophie chegou perto da elfa.
-não! Vocês deviam estar mortos!

**

Max avançava no Ministério sem parar. O chefe chamara-o. Isso era algo invulgar. Talvez recebesse uma promoção. Mas sabia que não era isso. Quem falava com o chefe fazia meio caminho para falar com o ministro da magia. A sala onde entrou estava pouco iluminada mas conseguiu ver a figura no outro lado. Sabia quem era. E não ficou contente:
-foste tu que me chamaste, Oliver? – Gritou de voz altiva.
-fui. Preciso da tua ajuda. – Oliver aproximou-se de Max. Este apenas ouvia o som dos sapatos do companheiro.
Oliver sussurrou:
-Lumus
Uma pequena luz surgiu na ponta da varinha.
-tu precisares da minha ajuda? Isso é estranho!
-eu sei mas não tenho outro remédio. Preciso que encontres uma pessoa.
-quem?
Oliver disse um nome.
-como? E porque é que…
-Emily não pode saber.
-agora escondes coisas dela?
-não me interrompas Max. Preciso que procures esta pessoa e a tragas logo para Inglaterra. Sim, porque está no estrangeiro.
-e queres que seja EU a fazer isso porque? – Max estava obviamente desconfiado. Nunca gostara de Oliver, apesar de saber que ele era bastante competente no trabalho. Competente o suficiente para nunca precisar da ajuda de ninguém. Ali havia gato.
Oliver aproximou-se do colega. O seu ar zangado não diminuira.
-vais fazê-lo porque é deveras importante. Se não o fizeres arrepender-te-ás. Não por mim, mas pela tua própria consciência.
Max engoliu em seco. Talvez deve-se ficar calado.
-muito bem. Onde tenho que ir.
-Portugal.

**

-Mortos? – Exclamou Sophie. – Como assim mortos?
Dorothy tentou acalmar-se. Era difícil relembrar aquela história. Principalmente a eles. Quando finalmente se recompôs, sentou.se no sofá e começou:
-bem… esta casa tem uma história. Não muito bonita.
-eu sei. O quadro do monge contou-me. – Interrompeu Sophie. – A morte de três dos cinco filhos.
-sim menina, é verdade. Foi trágico para todos nós. O quadros gostam de dizer que tido começou quando a menina Haydée veio para nossa casa.
-veio para vossa casa? Não estou a entender.
-menina Sarah, a sua mãe não era filha legítima do senhor Roger. Ele e a sua vizinha Sarah Campbell eram muito amigos e, após a morte da Sr.ª Campbell a menina Haydée ficou sozinha porque o pai tinha morrido há muito tempo. Então veio para nossa casa. Ela e o menino John, da mesma idade criaram um laço muito forte. Eram irmãos e confidentes. Contavam tudo um ao outro. A menina Haydée também criou laços com o menino Dennis, o mais velhos, com a menina Emily, a mais nova e, claro com a menina Lucinda. Era protectora dos irmãos e John das irmãs. Sempre que Lucinda pisava o risco (e eram bastantes as vezes) ele intervia sempre. Houve uma altura em que o menino John e a menina Haydée ficaram zangados. A menina Emily contou-me que era por cause de uma rapariga chamada Nadiya. O menino John apaixonara-se por ela, acontece que essa Nadiya era dos Slydering e inimiga da menina Haydée. Mas no final tudo ficou bem. Lembrou-me que os meninos traziam sempre dois amigos a casa: Meredith e Sebastian. A menina Burrows era muito simpática para mim e o menino Spassy era encantador. Ele e a menina Lucinda brigavam bastante – contou a ultima parte, virando-se para Sophie, que sorriu. Continuou de seguida – sempre vi que os quatro tinham algo em comum. Como um segredo. Mas como a minha função não era meter-me na vida dos meus meninos e amos, nunca o fiz. Respeitava-os. Eles nunca me faltaram o respeito e até me ofereceram salário e roupa. Mas eu recusei. Adorava aquela família. A menina Meredith foi a primeira a casar. A menina Emily foi a menina das alianças. Depois foi John e Haydée. John casara com Nadiya e Haydée com Ted, o seu apaixonado. Em seguida, após longas conversas e discussões foi a menina Lucinda e o menino Spassy. Mais tarde as quatro meninas ficaram grávidas. Os bebes nasceram no mesmo mês, apesar da menina Sophie ter nascido tarde e o menino Clinton cedo. Depois… - calou-se de repente.
-depois o que? – Perguntou Tom.
-depois foi o pior. Os meninos tinham segredos, como já vos disse. E um deles era um homem chamado Forrest. Ele tinha qualquer coisa contra a menina Haydée e a menina Nadiya. Quando falavam dele elas calavam-se e entreolhavam-se. Já os restantes tinham ódio. Não sei porquê. Um dia chegaram a casa. Menina Haydée chorava e os homens estavam horrorizados. não vira Meredith. A menina Haydée gritou a chorar que Meredith tinha sido morta.
-o que? Morta? – Clinton levantou do sofá no qual estivera sentado com os outros. – Como é possível? O meu pai não…
-eu também não contaria se pudesse evitar. – Dorothy tinha a cara petrificada, numa expressão séria. Suspirou e continuou. Clinton sentou-se – como disse, a menina Burrows fora morta. Não sei porque mas fora. Por alguma razão Haydée, Sebastian e John quiseram fugir levando consigo as famílias. Avisaram também o marido da Meredith para ele levar o bebe e porem-se em segurança. – Suspirou de novo. Detestava aquela parte. – A menina Haydée preparava-se para sair com o seu marido e filha quando o ministério apareceu. Acusaram-na de magia negra e prenderam-na. Ela não ofereceu resistência porque era inocente e sabia que iria sair de Azkaban depressa. No dia seguinte o senhor Roger saíra afim de ir buscar a filha á prisão. Depois vi a menina Emily a chorar. Ela disse-me que a menina Lucinda e o menino Sebastian juntamente com a filha tinham morrido num acidente de carro.
-acidente de carro? Como pode um acidente de carro matar dois feiticeiros? Alem disso, eu estou viva!
-é verdade mas encontraram os corpos dos seus pais. Nunca encontraram explicação para aquilo. Todos pensávamos que a menina estava morta. Depois o senhor Roger chegou a casa com o menino John e…
-e…? – Tom estava visivelmente pálido.
-e fechou-se no escritório. Perguntei ao menino John o que acontecera. Ele estava muito abatido. Disse-me que o Eric, marido da Meredith estava bem com o seu filho, mas que a menina Haydée fora morta em Azkaban. Por quem, não se sabe mas os dementors acabaram o serviço. Também disse que Nadiya fora encontrada morta na rua com um bebe, também morto, nos braços. O menino John chorou.
-o que? – Tom ficou ainda mais pálido ao ouvir as ultimas frases. Alias, todos estavam pálidos. Aquilo que ouviam não era nada agradável. Principalmente quando já tinham visto muito nas ultimas 48h. Sophie, automaticamente, levantou-se e saiu da sala. Sarah seguiu-a. Tom reflectiu sobre tudo o que acabara de ouvir. Já Clinton rodava o seu cristal na mão. Forrest queria o cristal da Água. Será que ele aceitaria o cristal do Ar? E assim Anna voltaria. Sobressaltou-se quando reparou que estava demasiado preocupado com uma “desconhecida”. Levantou-se:
-vou dormir! – Disse, dirigindo-se para as escadas.
-mas é madrugada! – Respondeu Tom.
-eu sei, mas com tudo o que ouvi preciso de descansar e ter bons sonhos. Preciso muito deles – sussurrou as ultimas palavras. Tom e as raparigas ainda não sabiam do paradeiro de Anna e, com a confusão esqueceram-se que o objectivo de eles terem acompanhado Clinton era para que este confessasse. Subiu as escadas em direcção aos quartos.
avatar
AnA_Sant0s
Lumos
Lumos

Número de Mensagens : 841
Idade : 24
Localização : Gaia
Data de inscrição : 18/09/2008

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: The Four elements

Mensagem por AnA_Sant0s em Sex 30 Jan 2009 - 16:11

**
No escritório Sophie mirava, de novo, a janela. Desta vez queria muito voltar atrás. Desde a primeira vez que vira a criatura até ao incidente do comboio e da noite passada. Eram bastantes acontecimentos em tão pouco tempo. E bastantes responsabilidades. Pensou nos grandes feiticeiros que derrotaram outros tantos malignos. Albus Dumbledore foi o primeiro que veio á sua cabeça. Sempre o admirara pela sua sensatez e calma em situações que punham uma pessoa a fazer tempestade num copo de água. Mas morrera. “Os melhores são sempre os primeiros a morrer!”, pensou. Albus Dumbledore, o seu ídolo, os seus pais e família… e o assassino continuava a monte. Pelo menos fora o que parecera pela história de Dorothy. Sophie não quis perguntar. Bocejou. Não tinha dormido nada:
-podes ir deitar-te se quiseres! – Disse Sarah do canto da divisão. Sophie nem notara na sua presença. Virou-se.
-não é preciso.
-estás canada e o teu corpo pode não aguentar mais. Precisas de forças para…
-para que? Eu nem sei o que farei a partir daqui. Apetece-me, por um lado, fugir, cavar um buraco no outro lado do mundo e tapar a cabeça até que isto acabe. Mas por outro…
-por outro queres acabar isto! Não sei se reparaste mas a tua família morreu ás mãos do mesmo homem. A Dorothy pode não ter dito que era o mesmo homem, mas sabes como são os elfos. Ela estava muito nervosa, como se escondesse alguma coisa. – Sarah aproximou-se. Aí, Sophie pôde ver a expressão séria nela. – Os nossos pais foram mortos pela mesma pessoa. Tenho quase a certeza. E penso que podemos por como principal suspeito esse tal Forrest que a mãe do Tom falara.
-sabes que com essa expressão pareces o Sherlock Holmes?
-oh, eu adorava-o quando era miúda! Mas falando a sério… duvido que seja coincidência estas mortes seguidas. Deve ter sido pelo mesmo. E essa pessoa devia mesmo detestar a nossa família. Os nossos pais.
-hum… tens razão! – Disse, bocejando.
-claro. Só precisamos de fazer a elfa falar.
-não. Eu quis dizer que tens razão ao facto de eu estar cansada. O melhor é eu ir dormir. – Saiu da sala, deixando Sarah nos seus pensamentos. Esta suspirou. Durante toda a sua vida acreditara que a sua mãe era uma devoradora da morte, no entanto acabara de ouvir que era exactamente o contrário. Que a mãe era boa pessoa. Que não havia motivos para a abandonar. Que ela e Tom eram amados. E família. Não de sangue, mas família.
Sentiu uma brisa leve á sua volta. E depois dois grandes braços abraçaram-na.

Fez o que fazia de todas as vezes que ela estava triste. Abraçava-a e beijava-a na testa. Mas naquele momento, Tom só queria que aquilo acabasse e que voltassem os dois de novo para Londres. Se era que estavam em Londres. Nem as criaturas nem Dorothy tinham-lhes dito onde estavam nem como tinham vindo ali parar.
Ficaram os dois abraçados. Unidos pelo afecto. Da janela podia-se ver uma rua cinzenta e uma árvore. Nada mais.

**

-onde estiveste? – Perguntou Emily a um desaparecido Oliver. Estavam os dois numa pequena casa, onde Oliver morava desde os dezassete. Já Emily passara lá a morar após certos problemas familiares a terem afastado da família.
-a tratar de uns assuntos. Sabes muito bem que ainda tenho família.
-não me mintas. Estiveste com o Max, não foi? – Na sua cara uma expressão furiosa nascia. Oliver sabia o que viria a seguir. Emily gritaria com ele, como todas as mulheres fazem, para apenas o “largar” uns bons 15 minutos depois. E tudo porque ele fizera algo que ela não queria. Ou que prejudicasse o trabalho ou a sua vida pessoal. Mas havia algo mais naquela bela expressão furiosa.
-ainda não contaste ao Max, pois não? – Perguntou, calmamente, sabendo já a resposta em antemão.
-não. – A sua expressão furiosa desaparecera para dar lugar a uma de arrependimento. – Ainda não tive coragem.
-tens que o fazer. Caso contrário, ele deixará de confiar em ti. – Aproximou-se dela de modo a que ela levantasse a cabeça (ele é mais alto) e o olhasse nos olhos – e tu queres que ele confie em ti?
-claro que quero. Ele é meu amigo.
Oliver riu-se.
-sabes muito bem que ele vê-te mais do que uma amiga. Ele ficará desiludido.
-afinal queres que eu conte ou não?
-tu sabes qual é a resposta que quero ouvir.
-Oliver, eu…
-já sei, já sei…
-preciso de encontrar a minha família.
-nós sabemos onde ela está. – Oliver mostrava já impaciência.
-mas eles não. Temos que planear as coisas de modo a não os assustarmos.
-estás-te a esquecer que eles têm mais de 17 anos?
-mesmo assim…
-Emily, já ultrapassamos a barreira dos 30. Estamos a ficar velhos a cada dia que passa. E não quero perder os meus últimos minutos nesta estúpida missão.
-que queres dizer com isso?
-vou pedir demissão do cargo. – Brusco, tentou afastar-se dela e sair da divisão.
-é que nem penses! – Emily agarrou o braço dele – preciso de ti aqui. Comigo.
Oliver olhou para os olhos belos de Emily e desejou nunca ter caído na tentação de os ter para si. Custara-lhe caro. Muito caro.
avatar
AnA_Sant0s
Lumos
Lumos

Número de Mensagens : 841
Idade : 24
Localização : Gaia
Data de inscrição : 18/09/2008

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: The Four elements

Mensagem por Mallory em Sex 10 Abr 2009 - 12:15

Que história cool! Smile
avatar
Mallory
Accio
Accio

Número de Mensagens : 342
Idade : 23
Localização : Hogwarts
Humor : ^^
Data de inscrição : 02/04/2009

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: The Four elements

Mensagem por AnA_Sant0s em Sab 18 Abr 2009 - 8:37

Obrigada.. Em breve postarei o capitulo 16... Mas o 17 é que vai ser especial Wink
avatar
AnA_Sant0s
Lumos
Lumos

Número de Mensagens : 841
Idade : 24
Localização : Gaia
Data de inscrição : 18/09/2008

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: The Four elements

Mensagem por Raaky* em Sab 18 Abr 2009 - 8:46

Estou a adorar!
É uma optima e grande ideia e acho que estas a explicar as coisas no tempo certo, dando algum suspence.

Só acho que devias formatar mais o texto para ser mais facil de ler.
Por exemplo dando dois espeço para separar os paragrafos e os dialogos.
Eu sei que fica grande, mas assim 'assusta' um bocado a ler...

De resto, está optimo.
Continua ^^

Spoiler:
Se quiseres ajuda com a formatação, avisa, eu estou habituada a formatar textos ^^
avatar
Raaky*
Vencedor do Concurso de Icones
Vencedor do Concurso de Icones

Número de Mensagens : 104
Idade : 24
Localização : Hogwarts
Humor : Divertida, por vezes chata
Data de inscrição : 08/01/2009

Ver perfil do usuário http://cambada.niceboard.com/

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: The Four elements

Mensagem por AnA_Sant0s em Sab 18 Abr 2009 - 9:22

muito obrigado. Farei aquilo que sugeres.. Agradeço a ajuda mas consigo fazer sozinha Smile
avatar
AnA_Sant0s
Lumos
Lumos

Número de Mensagens : 841
Idade : 24
Localização : Gaia
Data de inscrição : 18/09/2008

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: The Four elements

Mensagem por AnA_Sant0s em Sab 25 Abr 2009 - 9:24

depois de uma breve pausa recomeçei a escrever e saiu-me isto. É um dos capitulos mais "mortos" da fanfic e tambem dei uma de Nora Roberts (espero ter-me saido bem Razz)
Apreciem Wink

16. Água e Fogo

Ao ser abraçada por Tom, Sarah nada disse. Alias, o que poderia dizer? As palavras que se formavam na garganta não conseguiam sair da sua boca. Por medo e por ódio. Porque lhe esconderam a verdade? Porque é que a fizeram odiar a mãe sem motivo? Porque é que a impediram de ser feliz? Maldizeu-se do seu ultimo pensamento. Ela não era infeliz. Pelo menos desde que conhecera Tom. Apesar de passar os verões na casa da prima, apenas lá dormia. Passava todos os dias com Tom em vários sítios. Nunca deixaram de ter tópico de conversa. Havia alturas em que conseguiam apanhar um autocarro e viajar para fora de Londres. Sentiam-se muito bem juntos, mas havia alturas em que a relação entre eles era difícil. Sarah era muito temperamental e, por vezes, levava Tom á loucura. Mas ele acabava sempre por pedir desculpa ou então acalmar-se. Tom era a água em pessoa. Umas vezes calma, outras vezes agitada. Mas humilde. Tom nunca lhe faltara ao respeito e ela também não. Contavam segredos, um ao outro. Sarah poria a mão ou o corpo no fogo por Tom e ele o mesmo por ela.

Este não sabia também o que dizer. Por fim veio-lhe outro assunto á cabeça:
-achas que a Anna está bem?
-hum… esqueci-me por completo. – O ressentimento da culpa entrou-lhe pela espinha. Que raio de amiga era?
-também eu. Ainda desconfias do Clinton?
-claro. Ele sabe de alguma coisa. Tenho a certeza. Só temos que lhe arrancar.
-pois... só há um problema. – Tom fitava o chão enquanto pensava.
-o quê? Tom não pensas que, lá por ele ter um cristal verde pendurado no pescoço nos possa escapar, não?
-não é isso. E se ele não souber mesmo? Ou então não poder dizer?
-não poder dizer? Porque raio não poderia dizer? – Sarah fitou os olhos azuis do amigo. Este sorriu pelo canto do lábio.
-sei lá... é só uma teoria.
Sarah virou-se ficando de frente a Tom.
-andas a ver muita televisão.
-eu nunca vi televisão.
-pronto, já não te chateio mais. Sempre que vens com a conversa de “eu nunca…” é porque queres fazer-te de coitadinho.
-eu nunca me faço de coitadinho.
Ambos riram-se.
-Sarah o que fazemos agora?
-que queres dizer com isso?
-bem... acabamos Hogwards e teremos que arranjar emprego.
-pois… – a rapariga ficou de repente com uma expressão preocupada.
-já te decidiste? – Sarah nunca chegara a escolher um futuro emprego. Já Tom estava perfeitamente seguro. Queria trabalhar no Profeta Diário. Segundo a professora McGonnagal “um desperdício de talento”.
-ainda não. Mas sei que tem que estar relacionado com poções e defesa contra a magia negra.
-podias ser Auror.
-hum… não sei bem… não sinto qualquer ligação.
-só poderás saber se experimentares.
-mas não quero ser Auror só porque os outros dizem que tenho. Foi a Prof. Helen que disse.
-hum… essa tem sempre a cabeça no ar.
-não digas isso. Nem sei porque nunca gostaste dela.
-sei lá. Não me convence. Ela tem uma aura estranha.
-aura? Aonde foste buscar isso?
-á aula de adivinhação.
Sarah arqueou as sobrancelhas.
-ah pois… o preferidinho da Trelawney. És mesmo diferente do teu pai. – Riu um pouco até que, com o choque, parou. Tom sorriu.
-pois, parece que sim.
-Oh, Tom, eu não queria…
-deixa lá. Parece que tenho que me habituar. – Deu a volta á cozinha – ainda temos muitas perguntas a fazer.
-eu sei, mas a criaturas só respondem á Sophie e ao Clinton.
-hum…
-Tom… – esperou este virar-se para ela. – Não achas estranho tu teres brigado com a Sophie desde sempre para agora descobrires que ela é tua prima?
-bastante. – Observou Sarah. Estava despenteada, com os seus cabelos selvagens soltos. E estava pálida. “Talvez pelo que aconteceu nas últimas 48h… o que não fora pouco!”.

**

Emily estava sentada na beira da sua cama de casal. Ocupava-a sozinha, o que por vezes fazia sentir-se só.
Ouviu o som da porta a abrir e um vulto entrar. Permaneceu quieta. Não conseguia encará-lo. Deixou que ele se aproximasse e, com a mão firme, levantar suavemente o seu rosto para que ela olhasse para ele. Oliver era assim. Gostava que as pessoas olhassem nos olhos dele. Para assim distinguir o bom do mau, o sincero do desonesto. Deixou que ele aproximasse os lábios grossos dele aos finos e rosados dela. Selou o beijo com uma carícia que fê-la sorrir.
-não gosto de te ver assim! – Oliver falou devagar e calmamente, com um tom de voz que Emily raramente ouvia.
-não consigo evitar. Saber que agora que tudo está próximo de acabar… após tanto tempo de espera… – duas lágrimas caíram teimosamente dos olhos de Emily. Oliver baixou a cabeça.
-não te preocupes. Havemos de os encontrar.
Emily levantou-se e caminhou pelo quarto.
-temos de os encontrar. Após 17 anos não posso voltar a perder a minha família. Logo agora que o perigo está cada vez mais longe.
-como sabes que o assassino dos teus irmãos está morto?
-ele não está morto. Mas sei que já não anda á procura deles. Durante 17 anos a minha amiga garantiu-me que eles nunca estiveram em perigo. Agora que o alarme foi dado, é preciso encontrar os cristais e preciso que Ela acorde.
“Ela”, pensou Oliver. A mulher do Quarto Escuro. Era essencial para o sucesso da missão.
-por muito que queira, não podemos apressar as coisas.
-eu sei. – Emily respirou fundo. Oliver aproximou-se dela. Tocou na sua mão direita. Estava fria. Apertou-a.
-não podes perguntar á tua amiga quando foi a ultima vez que eles foram vistos?
-já perguntei. Eles desapareceram durante a noite passada.
Oliver pensou em Max. “Será que ele já acabou o serviço? Quanto mais depressa receber noticias melhor!”
avatar
AnA_Sant0s
Lumos
Lumos

Número de Mensagens : 841
Idade : 24
Localização : Gaia
Data de inscrição : 18/09/2008

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: The Four elements

Mensagem por AnA_Sant0s em Sab 25 Abr 2009 - 9:24

**

Um silêncio reinava na cozinha. Os dois amigos pela primeira vez na vida não tinham tópico de conversa. Pelo menos era o que pensavam. Na realidade nenhum deles queria pensar no que acontecera nas últimas quarenta e oito horas. Sarah queria deitar-se, apesar de não estar cansada, e esquecer tudo. Já Tom queria outra coisa. Quanto mais olhava para a amiga, maior o desejo. Um desejo nunca consumado desde a primeira vez que o sentira. Quando fora? Ah, sim… Tinha catorze anos e fora no dia de Natal que sentira aquele impulso a que os colegas e Peter chamavam amor. A primeira vez em que olhara para a amiga de modo diferente. A partir daí nunca mais foi o mesmo. Deu por si a afastar-se dela o máximo possível. Mas é difícil fazer tal acto quando apenas temos essa pessoa para amar, conversar e dar carinho.
Aproximou-se de Sarah. Um acto involuntário, já que não contava fazê-lo. Não sentira os pés mexerem-se tão depressa que não os pudera evitar. Tentou dizer á sua consciência que não podia fazer aquilo. Tinha que ficar longe da amiga. Mas não podia enganar-se mais a si próprio. Ele queria estar perto dela. Perto da única rapariga que desejara e amara. E a única que não podia amar. Olhou fixamente para Sarah. Esta estava assustada com Tom, no entanto nada fez para o afastar. Talvez por confiar nele.
Ficaram segundos a olhar nos olhos um do outro. Enquanto Sarah temia que ele fizesse algo inesperado, Tom tentava controlar-se. Dezassete anos perto dela deixavam-no louco. Tinha que fazer alguma coisa. Compensar o tempo perdido. Mas ao mesmo tempo se o fizesse corria o risco de perder a amizade dela para sempre. Sentia-se louco só de pensar que aquele era um risco que tinha que cometer.
Agarrou as mãos dela, de modo a que não fugisse. Aproximou o seu rosto do dela. Os seus lábios estavam próximos. Sarah, atordoada, fechou os olhos e desejou que aquele beijo não acontecesse, pois caso se realizasse, Tom daria cabo da amizade deles.


Sentiu os lábios dele roçarem nos dela, mas antes que o toque dos lábios fosse perpétuo, Tom afastou-se.
Sarah abriu os olhos. Tom, ainda próximo, olhava fixamente para os olhos dela. Parecia aterrorizado. Talvez fosse por causa do brilho. “Brilho?”. Sarah desviou os olhos de Tom e baixou o pescoço.
Uma luz cintilante, de cor vermelha e azul, incidia em dois colares, entrelaçados entre si, no pescoço de Tom e Sarah, formando a união destes. Esta última, voltou a fitar Tom e viu que este não estava aterrorizado. Mas sim surpreendido. As luzes não vinham do nada. Eram sustentadas por dois belos cristais da forma de gota de água. Um da cor do fogo, o outro de um azul metálico. Os cristais do Fogo e da Água:
-não estou surpreendido – sussurrou Tom. Falou tão baixo que Sarah mal ouvira as suas palavras.
-como?
-o Clinton e a Sophie…. Os nossos pais… faz sentido! – Tom continuava a sussurrar. Tocou nos cristais que nunca deixavam de brilhar. Separou-os com as mãos. De imediato perderam o seu brilho. Aproximou o cristal da Água, enrolado no seu pescoço por um fio de cobre, dos seus olhos. – Faz sentido.
-faz sentido? Mas como?
-vais-me agora dizer que não percebeste que os nossos pais eram os antigos donos dos cristais?
-ah. pensei nisso. Mas as criaturas estão á procura dos seus donos! Se o poder dos cristais é hereditário, porque é que eles fazem esta cena toda dos “seus donos”?
-já te esqueceste que eles nunca se lembram dos seus antigos donos? Logo não se lembram que os seus antigos donos eram os pais dos actuais e que os futuros serão os filhos destes.
-hum… agora que dizes isso… sim, faz sentido. Mas porque é que nunca soubemos disto?
-isto cheira-me mal. Escondera-nos a verdade durante este tempo todo. Acredito que mais alguém saiba. Mas quem? – Tom caminhou a cozinha., reflectindo. Sarah questionou-se se ele ainda pensava no beijo. “Talvez não. Afinal, deve ter sido um impulso!”. O que Sarah não sabia era que Tom evitava ao máximo pensar nisso. O brilho dos cristais afastara-o. Não sabia como, mas tinha o pressentimento de que fora Sarah que provocara aquele ataque de luz.

De tanto caminhar, podia jurar que provocara um buraco no chão. Mas lembrou-se da história que Sophie contara sobre o destino da família da casa cujo chão pisava. Havia ainda dois dos cinco filhos vivos. Dois tios dele e de Sophie. “Será que ele sabiam onde estávamos?”, pensou Tom. A probabilidade era grande já que Sophie fora criada num orfanato com o nome do pai, algo bastante improvável numa criança de um mês abandonada. Também Sarah fora criada com o nome da mãe, desconhecendo o nome do pai, Clinton estivera dos cuidados de uma conhecida do pai deste e Tom… a história dele era a única que não fazia sentido… em parte. Vivera parte da sua vida na miséria sem parentes e poucos amigos sem qualquer nome específico. No dia do seu 11º aniversário, um homem quase do tamanho de um gigante, chamara-lhe Tomás Spiebersen.
- Pergunto-me se, de tanto pensares, ainda tens neurónios? – Perguntou Sarah, interrompendo o raciocínio de Tom.
- Estou habituado… ao contrário de certas pessoas que nunca pensam. – Virou-se para ela com um pequeno riso nos lábios.
-quase nunca preciso. Além disso tu sempre pensaste por mim… olha o que será daqui adiante?
-que queres dizer com isso?
-bem… eu, tu, a Sophie e o Clinton temos uns colares novos. As criaturas dizem que estes colares servem para travar uma guerra. Uma guerra da qual nada temos a ver.
-claro que temos. A natureza não se enfurece sozinha.
-ai não? Lembro-me quando o professor Slughorn comparou a Natureza com uma mulher. Fiquei furiosa mas acabei por dar-lhe razão. As mulheres zangam-se facilmente. – Comentou, fazendo com que Tom mostrasse uma cara, metade surpresa, metade gozo.
-uau, nem acredito que dizes isso.
-mas isso só acontece quando temos um motivo…. Um bom motivo.
-como querias. – Tom saiu da cozinha tão depressa que Sarah nem pudera impedir. “Afinal ele ainda pensa no beijo!”, pensou não estando longe da verdade.
avatar
AnA_Sant0s
Lumos
Lumos

Número de Mensagens : 841
Idade : 24
Localização : Gaia
Data de inscrição : 18/09/2008

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: The Four elements

Mensagem por AnA_Sant0s em Sab 25 Abr 2009 - 9:25

-Sophie?! Clinton?! – Chamou Tom das escadas. Esperou que um rapaz loiro ensonado e uma rapariga, também loira descessem das escadas.
-oh… o que queres? – Perguntou Clinton, bocejando.
-Clinton… não vês? – Sophie olhava para o cristal da Água, pendurado no pescoço de Tom. – O Cristal da Água.
Tais palavras acordaram Clinton por completo. “O cristal da Água!”, a moeda de troca pela vida de Anna.
-o que fazes com esse Cristal?
-não vês, Clinton? É meu! E a Sarah tem um. Penso que é o do Fogo.
-incrivel! Nós os quatro somos os donos das Criaturas. E estivemos juntos o tempo todo… – Sophie não disfarçava o entusiasmo. E o ar confuso. Tanto que acontecia ao mesmo tempo. Nunca passara por algo assim. E nem queria passar por algo de novo. Naquele momento, apenas queria que tudo acabasse, que os quatro elementos da Natureza ficassem fechados no interior da Terra e que pudesse viver normalmente. Claro que era impossível. Ainda há 48 horas nem sabia que tinha poderes especiais. Nem que Tom era seu primo. E que algures pelo globo estariam os seus tios. Que os pais nunca a abandonaram.
Não podia desejar paz quando a guerra ainda agora começara.

Sarah apareceu, vinda da cozinha. Tinha um ar abatido e, no seu pescoço, o Cristal de Fogo cambaleava de um lado para o outro. O seu olhar pousou em Tom. Depois em Clinton. Este olhava para o Cristal da Água de uma forma estranha. Seria algo a pensar mais tarde. Agora havia um último dilema a ser resolvido.
-onde será que estarão os nossos tios? – Perguntou.
Sophie e Tom entreolharam-se. Clinton tinha ainda os olhos fixos no colar.
-Bem… -Tom pensou então na casa onde os quatro se encontravam, na Elfa doméstica e nas criaturas – A Casa pode ter alguma pista, a Dorothy pode saber de alguma coisa e ainda temos as criaturas.
-É verdade. Podemos começar pela casa. Duvido que a Dorothy vá contar-nos assim de mão beijada. Afinal os nossos tios poderão não querer ser encontrados. – Sugeriu Sophie.
-engraçado como vocês falam em “nossos tios” quando eles não são parentes de Sarah e muito menos meus. – Retorquiu Clinton, para espanto dos outros. O seu olhar era duro. Ele estava a passar por muito mais do que eles. A pressão de salvar Anna, o segredo o verdadeiro paradeiro desta, aquelas noticias todas, os poderes recém-descobertos e o pior… saber que, no final, ele será o único a ficar sozinho, sem família. Sarah tinha uma ligação de “coração”, já para não falar da sua amizade com Tom. Ele é que tinha mais a perder com tudo aquilo.
-“Nossos tios” porque nós éramos todos uma família. – Respondeu Sophie, meio ofendida com o comentário de Clinton. Mas no fundo entendia a sua reacção. Tom acenou afirmativamente mas Sarah manteve os olhos em Clinton. Por alguma razão este ainda não descolara os olhos do cristal de Tom. “Estranho…”, pensou. De repente teve uma ideia.
-muito bem, e que tal eu e o Clinton irmos a procurar alguma coisa lá em cima… – olhou para o amigo. Este lançou-lhe um olhar de ódio. - …enquanto vocês procuram cá em baixo? – Sarah piscou o olho para Tom e este entendeu o sinal: intimidação.
-concordo. Vamos Sophie. – E pegou no braço da prima, levando-a para o escritório antes que esta pronunciasse uma palavra, deixando Sarah e Clinton sozinhos.
-vamos. – Sarah subiu, sempre com os olhos postos em Clinton. Este seguiu-a, sentindo-se obrigado a tal.

No andar de cima, Clinton apenas estivera num quarto de casal enquanto que para Sarah aquela era uma área desconhecida. Avançaram pelo corredor pelo lado esquerdo, o lado oposto ao quarto “conhecido” de Clinton.
Pararam em frente ao último quarto. Sarah tinha a sensação que ali se encontrava algumas respostas.
Rodou a maçaneta. A porta não abria. Um problema de ferrugem. Mas um pequeno feitiço foi o bastante para que a porta se abrisse.
Lá dentro era escuridão total. Enquanto Sarah iluminava uma pequena parte do quarto com um feitiço, Clinton, que perdera a varinha na noite anterior, avançou ás escuras, tropeçando em vários objectos até chegar á janela e abrir as persianas.
A luz do sol mostrou um quarto de adolescente, imaculadamente limpo. De uma rapariga. Viram posters das várias equipas de Quidditch e de dois cantores famosos colados nas paredes e uma cama dossel no centro do quarto com cobertas e almofadas vermelhas. Estantes de madeira seguravam vários livros, cuja maioria era sobre Quidditch. Mas fora isso, o quarto estava completamente vazio. Apenas um objecto estava fora do sítio e a completar um espaço. Em cima da secretária de madeira escura, igual á do resto da casa, estava uma fotografia. De um rapaz e de uma rapariga. Clinton pegou na moldura em prata e mirou os dois jovens que brincavam como um casal de namorados. Mas eles não eram namorados. Eram amigos. Via-se pelo modo com que sorriam um para o outro.
Clinton sorriu ao distinguir as caras.
- A tua mãe era mesmo bonita. – Comentou.
Sarah não respondeu. Apenas virou-se na direcção do amigo, que ainda tinha a moldura na mão. Clinton continuou:
-ela devia dar-se muito bem com o pai do Tom. Pelo menos aqui eles parecem muito mais que amigos.
Sarah aproximou-se e pegou na foto. Haydée e John sorriam para ela enquanto brincavam um com o outro. John despenteava os cabelos castanhos de Haydée e esta puxava as orelhas do amigo. E depois John deu um beijo a Haydée. Um beijo na face. De amor e carinho. Não era de amor entre homem e mulher mas sim amor de irmão e irmã. Sarah sorriu ao ver que Tom era mesmo parecido com o pai. Dois homens semelhantes, amigos de duas mulheres. A mesma forma de beijar. “No entanto motivos e sentimentos diferentes”, pensou, lembrando-se do beijo de Tom
Clinton apreciava a cena. Sarah sorrira e depois ficara cabisbaixa para depois voltar a sorrir e mais uma vez perder o seu riso. Achava que ela estaria a pensar na mãe. Estava redondamente enganado.
Uma brisa entrou pela janela aberta, fazendo Clinton espirrar e “acordar” Sarah. Esta lembrou-se do motivo pelo qual viera lá cima com Clinton. E atacou:
-onde está a Anna? – Perguntou friamente.
Clinton ainda estava a recompor-se do espirro quando ouvira a pergunta de Sarah. E congelou. Daquela não escapava.
avatar
AnA_Sant0s
Lumos
Lumos

Número de Mensagens : 841
Idade : 24
Localização : Gaia
Data de inscrição : 18/09/2008

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: The Four elements

Mensagem por Raaky* em Sab 25 Abr 2009 - 16:43

Estou a gostar de todo este suspence...

Essa ultima da Sarah esta demais xD
Tipo do nada, 'onde está a Anna?! >_<'
Gostei xD

Não te vou pressionar com coisas do genero 'podias escrever mais' porque eu sei o que é querer escrever e nao ter tempo, mas ficas a saber que eu estou todos os dias a espera de um novo cap ^^

Estou a gostar mesmo muito, continua com o bom trabalho ^^
avatar
Raaky*
Vencedor do Concurso de Icones
Vencedor do Concurso de Icones

Número de Mensagens : 104
Idade : 24
Localização : Hogwarts
Humor : Divertida, por vezes chata
Data de inscrição : 08/01/2009

Ver perfil do usuário http://cambada.niceboard.com/

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: The Four elements

Mensagem por AnA_Sant0s em Dom 26 Abr 2009 - 5:25

muito obrigada Raaky* Smile

Já estou a preparar o proximo capitulo e, se não o postar na proxima semana, só o postarei nas férias porque tenho muitos testes seguidos... Mas é mais preguiça do que falta de tempo porque graças ao meu horario (bendito seja) saio todos os dias às 16.20 das aulas e ainda tenho 4ª livre. Mas com os estudos perco vontade e imaginação. É só isso...

Mas o proximo capitulo será melhor. Finalmente irão conhecer todos os irmãos Spiebersen Razz
avatar
AnA_Sant0s
Lumos
Lumos

Número de Mensagens : 841
Idade : 24
Localização : Gaia
Data de inscrição : 18/09/2008

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: The Four elements

Mensagem por Raaky* em Dom 26 Abr 2009 - 13:55

Pois, as vezes tambem tenho disso...
Tenho de ter aquela pica pa escrever ^^
O meu horario tembem nao esta mau de todo (o meu horario muda), tenho duas tardes livres, mas as horas passam depressa e eu perco quase uma hora a chegar a casa, almoçar e arrumar o quarto. Depois ja nao me apetece fazer muita coisa, e as horas passaram e nao fiz nada de jeito. Eu sei como isso é xD

Espero ansiosamente pelo próximo ^^
avatar
Raaky*
Vencedor do Concurso de Icones
Vencedor do Concurso de Icones

Número de Mensagens : 104
Idade : 24
Localização : Hogwarts
Humor : Divertida, por vezes chata
Data de inscrição : 08/01/2009

Ver perfil do usuário http://cambada.niceboard.com/

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: The Four elements

Mensagem por AnA_Sant0s em Ter 28 Abr 2009 - 10:20

Raaky* escreveu:Pois, as vezes tambem tenho disso...
Tenho de ter aquela pica pa escrever ^^
O meu horario tembem nao esta mau de todo (o meu horario muda), tenho duas tardes livres, mas as horas passam depressa e eu perco quase uma hora a chegar a casa, almoçar e arrumar o quarto. Depois ja nao me apetece fazer muita coisa, e as horas passaram e nao fiz nada de jeito. Eu sei como isso é xD

Espero ansiosamente pelo próximo ^^

para o teu horario mudar deves ser de um curso profissional... (adivinho Razz)

Já agora gostava de fazer uma espécie de votação..

Eu já combinei toda a historia. Já sei o final para cada uma cada uma das personagens mas posso fazer alterações. Isto é, nada de casamentos, bebés ou então fazer como a J.K... matar certas personagens. Twisted Evil (ah, protagonistas incluidos)

Alguma sugestão?
avatar
AnA_Sant0s
Lumos
Lumos

Número de Mensagens : 841
Idade : 24
Localização : Gaia
Data de inscrição : 18/09/2008

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: The Four elements

Mensagem por Raaky* em Ter 28 Abr 2009 - 10:43

Sim, é um curso profissional. E descubri hoje que ja ta tudo quase a acabar (felizmente) ^^

Quanto é tua pergunta... hum...
Epah, sinceramente nao sei... Vou reler tudo de seguida no fim de semana e depois digo alguma coisa ^^
avatar
Raaky*
Vencedor do Concurso de Icones
Vencedor do Concurso de Icones

Número de Mensagens : 104
Idade : 24
Localização : Hogwarts
Humor : Divertida, por vezes chata
Data de inscrição : 08/01/2009

Ver perfil do usuário http://cambada.niceboard.com/

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: The Four elements

Mensagem por AnA_Sant0s em Sab 9 Maio 2009 - 7:36

Sorte a tua. ^^

Obrigada por responderes. Ao releres se calhar vais reparar num erro. :S

Espero acabar esta fanfic no verão e iniciar outra..
avatar
AnA_Sant0s
Lumos
Lumos

Número de Mensagens : 841
Idade : 24
Localização : Gaia
Data de inscrição : 18/09/2008

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: The Four elements

Mensagem por AnA_Sant0s em Qua 13 Maio 2009 - 10:26

Novo capitulo.. gostei bastante de o escrever (como tal acabei-o numa semana) mas penso que ainda virão melhores Wink

espero que gostem =)

17. Os Irmãos Spierbersen

Uma menina de dez anos dava a mão à sua mãe enquanto as duas passeavam pelo cais de Gaia, uma cidadezinha no norte de Portugal. Barcos flutuavam calmamente ao sabor da corrente do Rio Douro e gaivotas guinchavam em busca de comida enquanto sobrevoavam a zona. A menina revirou os olhos para cima. A bela ponte D. Luís I erguia-se à sua frente. Uma bela ponte de metal, símbolo da cidade do Porto e um dos mais antigos elos de ligação à cidade de Gaia e do Porto.
A bela menina chegou perto de um telescópio azul, destinado aos turistas, inseriu uma moedinha na ranhura e olhou pela ocular. E viu a paisagem do outro lado. As Fontainhas, como a mãe dizia. Um sitio muito bonito para passear. E o pai prometera que ela visitaria todos os locais bonitos do Porto. Vivera todos os seus dez anos de vida entre Lisboa e Madrid, sendo a sua “casa” Lisboa. Aprendera a falar português e espanhol, não esquecendo a língua materna dos pais, inglês. Não sabia exactamente o emprego dos pais, mas sabia que envolvia magia. Magia essa que ela também possuía. Mas que só usaria quando tivesse onze anos. E depois iria para St. Gomes, uma escola portuguesa de magia e feitiçaria fundada há três séculos. No entanto a mãe pretendia matricula-la em Hogwards, em Inglaterra, decisão essa que o pai contrariava.
A mulher chegou perto da filha. Massajou os seus cabelos castanhos e juntamente com a pequena observou a paisagem.
Um Homem aproximou-se. Viu as duas belas mulheres á sua frente a mirarem o horizonte e sorriu satisfeito. Amava-as e sentia-se feliz ao ver o sorriso da sua Bella e da sua Susana.
“Inglês de gema”. Era a sua descrição atribuída pelos amigos. Um inglês cujo sotaque nunca se livraria nem em mil anos. Emigrara de Inglaterra fazia dezasseis anos e nunca se arrependera de nunca lá voltar. Viajara para França, Grécia, Itália e finalmente Portugal, onde conheceu a sua futura mulher Susana. Mais tarde viera a nascer Bella. A sua Bella. Uma menina encantadora que lhe fazia lembrar a sua mãe com os olhos cinzentos cor de fumo e cabelos castanhos, sendo estes herdados pela mãe. E em comportamento lembrava-o Ivete, irmã de Susana, extremamente rebelde.
Perdeu o sorriso. Enganava-se por completo. Bella não era rebelde como a tia Ivete mas sim rebelde como Lucinda, Haydée e Emily. As suas irmãs que perdera para a morte e para o destino.
Por vezes sentia-se culpado por tudo o que acontecera. Deixara Emily com o seu pai doente e nunca mais pusera os pés em casa. Por cobardia. Não conseguia fitar as fotografias dos seus irmãos e familiares que o pai espalhava por casa afim de nunca os esquecer. Mas Ele queria esquecer-se. Esquecer-se das fitas de Lucinda, a sensatez de John, da língua afiada de Emily, do olhar rebelde de Haydée, das falinhas mansas do seu amigo Sebastian, do belo sorriso de Meredith e da compreensão do seu melhor amigo e marido de uma das suas irmãs, Ted. Queria esquecer aquela família e iniciar outra. Se bem que no início era bastante improvável ele ter sucesso. Era o “solteirão” da família, aquele que nunca namorava com uma rapariga por mais de uma semana. Mas tivera sorte. Conhecera a mulher certa e tivera a filha perfeita. Suspirou. Aquela felicidade não lhe podia ser retirada. O passado já lá ia e nunca mais voltaria, gostava de pensar.
Estava redondamente enganado.

Apesar de viver há mais de dez anos em Portugal, nunca se acostumara ao tempo. Em Inglaterra vestia sempre grandes casacos para sair de casa ou mantos grossos. Em Portugal isso só era necessário sessenta dias por ano. Se bem que o tempo estava a mudar. O país onde residia, conhecido pelo seu tempo ameno, estava a passar por vagas de frio e calor repentinas, provocando gripes por todo o lado. Mas isso era nos muggles. Ele e Susana estavam bem protegidos contra a “doença” de nome gripe. Tal demorava apenas cinco minutos para depois desaparecer com um remédio muito melhor que os xaropes vulgares.
Mas aquele dia fora especialmente estranho. No jornal “O Profeta Diário”, que a familia subscrevera, lera a notícia de uma tempestade e de um furacão de grau 1 na Grã-Bretanha. Tal chocou a sua esposa. Inglaterra nunca fora local de furacões. As suas águas eram demasiado frias para gerarem um furacão nem que seja de grau 1.
Olhou pela janela da sua casa. O céu nocturno mostrava-se cinzento pelas nuvens que encobriam as belas estrelas cintilantes, tirando brilho ao céu. E prometia chuva. Em pleno verão. Em Inglaterra seria algo vulgar mas no país Lusitano nunca.
Bella lia um livrinho sobre feitiços básicos no sofá da sala. Sonhava com o dia em que compraria a sua própria varinha para fazer os seus próprios feitiços. E ser uma feiticeira como o pai e a mãe. De repente ouviu um som da lareira à sua frente. Observou-a. Uma pequena faísca verde saia da sua lareira eléctrica. A mãe ensinara-lhe que aquilo era sinal de que alguém iria entrar através da rede do pó de floo.
-mãe, pai! Têm aqui alguém para vos ver. – Anunciou aos pais, absorvidos nas notícias que provinham do rádio. Estes levantaram-se das cadeiras onde estavam sentados para receberem o convidado. Aproximaram-se da lareira. E voou pó.

Pó verde voava por toda a parte sujando parte da sala de estar. Susana mordeu o lábio inferior ao pensar em quem seria o estranho, pouco se importando com a futura limpeza à casa. Um homem por volta dos 30, sobretudo bege, alto, olhos castanhos-claros e cabelos da mesma cor. O marido também parecia não o conhecer. Este desconfiou das intenções do homem. Pegou levemente da varinha que se encontrava na mesa de jantar e apontou-a ao homem:
-quem és tu? – Perguntou com a voz firme.
-muito bem, estou a ver que a desconfiança é genética. – Afirmou Max um pouco irritado pelas “boas-vindas” recebidas.
-genética? De que falas? – O homem parecia desconfiado. O Homem falara em inglês britânico. E para não erguer a varinha era porque estava confiante de que ele baixaria a sua.
-muito bem, penso que não me enganei na casa. O Senhor chama-se Dennis Spierbersen, certo? – Max sorriu ao ver a cara do dono da casa empalidecer. “Impossível”, pensou Dennis.
-sim, sou. – Respondeu um pouco receoso da resposta. Susana olhava para o marido e para o estranho à espera de algum sinal para agir. Expulsar o homem que fizera o marido ficar com uma cara de enterro. Já Bella observava o visitante curiosamente. Um inglês que conhecia o pai. Este nunca lhe falara da sua vida e família em Inglaterra, ao contrário da mãe.
Max estendeu a mão direita a Dennis.
-Muito prazer. O meu nome é Max Lewis. Trabalho no Departamento de Casos Estranhos no Ministério da Magia em Inglaterra.
-prazer. – Dennis apertou a mão, ainda desconfiado. – E o que é que o Senhor Lewis deseja?
-que volte para Inglaterra. – Afirmou Max, apanhando os três familiares de surpresa. Dennis não queria nem podia voltar para Inglaterra e deixar a vida que construíra em Portugal para não falar do tempo que demorara a esquecer o passado. Já Susana e Bella ficaram boquiabertas com a directa de Max que sem rodeios afirmava ter vindo buscar o homem da família.
-e porque faria isso? – Dennis apenas fez a pergunta para saber quem estaria por detrás do mensageiro. Mas tinha uma pequena ideia. Max aparentava a idade da sua irmã mais nova.
-porque me enviaram aqui e se voltar sozinho morrerei ainda hoje.
-quem é que o enviou?
-Oliver Stroke. – Tal nome sobressaltou Dennis. Conhecia aquele homem muito bem. Não entendia era porque ele o procurava.
-o Oliver? Mas porquê?
-ele não disse nada, apenas que me faria arrepender de ter nascido se eu falhasse esta missão e não tenho outra escolha visto ele ser meu chefe – Max despejou tudo num desabafo, revelando à família o seu desagrado em obedecer a Oliver para o quer que seja. Já Dennis ficou pensativo. Não via Oliver havia anos. Tantos anos como não via a irmã.
-bem. Não sei como o posso ajudar. Veio aqui a minha casa sem avisar e pedir-me que saia de Portugal. Peço desculpa mas não satisfazer esse pedido. Tenho a minha vida aqui.
Max mordeu o lábio. Não apenas o inferior mas também o superior. Não tinha medo de Oliver mas sabia que ele falava sempre sério para além de Max ser um perfeccionista que queria o seu trabalho bem feito. Ou seja, teria que voltar com Dennis para Inglaterra. Durante o tempo da viagem pensara no homem que se encontrava á sua frente com ar pensativo. Tinha o apelido de Emily. Sabia que ela passara por muito antes e depois da morte do pai, sabia que ela perdera os seus irmãos antes da morte de Roger Spierbersen. Mas não sabia que havia ainda um membro da família vivo e de boa saúde.
Olhou para a menina que era abraçada pela mãe. Sorriu, causando confiança na pequena, fazendo-a sorrir também. E teve uma ideia. Emily não podia saber da sua visita a Portugal, no entanto podia jogar o seu nome afim de conseguir convence-lo a voltar para Inglaterra:
-como queira. Mas o meu rabo esta noite irá assar e a sua irmã irá perder uma ajuda preciosa. – Max fez questão de fitar os olhos de Dennis, sem nunca pestanejar, tomando notas mentais da reacção dele. Dennis ficara preocupado sem dúvida. A irmã precisava de ajuda e ele teria que ajudar.
Mas uma coisa que Dennis não era, era estúpido:
-então porque não veio ela até aqui se precisava da minha ajuda? Ou então porque foi o Oliver que o mandou e não ela?
Max voltou a morder o lábio, desta vez com tal força que este sangrou. Apanhado na sua mentira. Por isso a sua mãe lhe dizia sempre para nunca mentir “Maxi querido. As mentiras são como bolas de neve. Estão sempre a crescer”. O que a sua mãe se esquecera era que Max era adulto e, como tal, sabia mentir:
-A sua irmã desconhece o seu paradeiro, no entanto Oliver descobriu-o e mandou-me de imediato para aqui. Neste momento deve estar a contar-lhe a noticia. – Max sentiu uma pequena gota de suor cair-lhe pela testa mas tentou disfarçar. Dennis parecia ter caído na conversa. Mas se não tivesse, estava convencido na mesma:
-muito bem. Eu vou. – Dennis viu a cara de Max iluminar-se. - Mas tem de me dar tempo para eu me preparar. Talvez uns dias...
-não precisas! – Interrompeu Susana, até a altura calada. – Podemos partir hoje mesmo. Mando uma coruja a pedir aos nossos chefes dispensa do trabalho ou então férias antecipadas. E basta prepararmos umas malas e nada mais.
-sim. Não precisa de muita coisa. No final poderá voltar para sua casa – afirmou Max, disposto a levar o Spierbersen mais velho para Inglaterra antes da meia-noite.
Dennis olhou espantado para a mulher.
-Tens a certeza?
-tenho – Susana parecia calma, com intenções de revelar algo ao marido mas em privado. Dennis acentuou com a cabeça e mandou Bella escolher algumas roupas para levar na mala, sendo lá colocadas em seguida com um feitiço. Susana fez o mesmo com as suas roupas e as do marido. Max ficara na sala, À espera. Assim que Susana se viu a sós com o marido, disse:
-Eu sempre fui muito ligada à família. Tu sabes disso.
-sei – Dennis acentuou de novo a cabeça vendo a mulher a erguer a varinha e a arrumar as roupas nas malas estendidas em cima da cama de casal.
-Eu e a minha irmã crescemos ligadas pelos laços familiares. Sabíamos do paradeiro de cada parente nosso, até mesmo dos que nós não falávamos. Quero que a minha filha saiba o mesmo. Quero que ela finalmente conheça a família do pai – Susana aproximou-se do marido – eu sei que o que te aconteceu no passado dói mas já se passaram dezasseis anos e está na altura de recomeçar. Para além do mais quero conhecer a minha cunhada. – Exibiu um sorriso, para quebrar o clima gelado entre os dois. Dennis respondeu ao sorriso da esposa com um beijo apaixonado.
Os dois juntaram-se na sala de estar, onde um impaciente Max esperava o casal com a filha destes.
Prepararam-se para partir. Susana escreveu quatro cartas. Duas para os chefes dela e de Dennis, outra para a sua irmã Ivete, avisando-a que iriam voltar para Inglaterra por questões pessoais e a ultima para os seus pais. Bella despediu-se dos seus bonecos que iria deixar para trás e do gato da vizinha que passava sempre por lá para a cumprimentar. Em seguida olhou para a lareira. Nunca viajara nela. Tremeu um pouco de medo.
Max foi à frente. Pegou no pó de Floo estendido por Susana e gritou “Londres”, desaparecendo numa nuvem de fumo verde ao mesmo tempo que largava o pó. Em seguida Susana empurrou a filha:
-vai lá. É só pegares no pó de Floo e gritares “Londres” ao mesmo tempo que largas o pó. Tem cuidado se não vais parar à chaminé errada.
-não lhe digas isso que ela fica assustada
-pois, sai a ti. – Esposa e Marido sorriram encorajando Bella. Esta pegou um pouco de Pó de Floo e entrou dentro da lareira. Ao proferir ás palavras “Londres”, largou o pó e de repente estava noutra chaminé.
Susana e Dennis foram atrás. Este ultimo, inspirou fundo antes de largar o pó verde e a imagem da sua acolhedora casa desaparecer para dar imagem e cor ao cenário da sua terra natal. Onde residira e residia a sua família.


Última edição por AnA_Sant0s em Qui 14 Maio 2009 - 10:35, editado 1 vez(es)
avatar
AnA_Sant0s
Lumos
Lumos

Número de Mensagens : 841
Idade : 24
Localização : Gaia
Data de inscrição : 18/09/2008

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: The Four elements

Mensagem por AnA_Sant0s em Qua 13 Maio 2009 - 10:27

**

Sarah não se mexia. Clinton também não dava intenções para tal. Daquela não escapava. A forma como ela lhe perguntara remexera-lhe com os pensamentos. Fora por isso que ela quisera vir com ele para cima sozinhos. Para o intimidar. E sabia que Sarah era intimidadora. E teimosa. Nenhuma mentira iria fazê-la mudar de opinião. E com razão. Clinton desejava no fundo do coração revelar tudo, mas o perigo em que Anna se encontrava, não dava espaço para arriscar. Teria que ter a certeza segura de que era seguro contar a Sarah tudo o que acontecera. Mas se algo indicasse que Amigo do Russo ou outro espião de Forrest o espiava, teria que permanecer calado e salvar Anna sozinho. Mas como o faria? Teria que roubar o cristal de Tom, certamente. Mas não seria tarefa fácil. No entanto estava disposto a realizar tão árdua tarefa. Por Anna.
Tal pensamento fê-lo corar levemente. Sem duvida que a rapariga mexera com ele. Nunca outra fora tão simpática e se interessara nele tal como ela. Sorriu ao imaginar os seus olhos cor de carvalho e cabelos da mesma cor, os seus lábios, a sua pele macia que tivera oportunidade de tocar, o seu sorriso…

Sarah estava prestes a rir-se da cara que Clinton fazia. Corado, exibia um sorriso de apaixonado em pleno dia de Verão e exibia umas covinhas que davam expressões engraçadas à sua cara. O vermelho das suas bochechas dava um horrível contraste com a sua pele cor de creme e cabelos dourados, como se Clinton fosse uma batata frita gigante mergulhada em ketchup, pensou Sarah à falta de metáfora melhor.
No entanto não se rira. Mantinha por sua vez um ar sério. Clinton não respondera à sua pergunta.
-Onde está a Anna? – Repetiu a mesma pergunta, desta vez num tom mais frio que fez Clinton perder o riso e parte da sua coradez. Este fitou a colega com algum receio. Seria seguro falar? Não podia arriscar a vida de Anna. Até porque aquele homem aparecera nas memorias da mãe de Sarah e Tom, dando-lhe a ideia de ser mesmo perigoso devido ao medo que Nadiya mostrara ao pronunciar o nome de Forrest.
Sarah olhou para os olhos cor de avelã de Clinton. Conseguiu exprimir palavras naquele olhar. Medo e Vontade. Vontade de contar tudo a ela sem omitir nada. Vontade de dormir e nunca mais acordar. Vontade de que tudo aquilo acabasse. Mas também viu medo. Mas medo de quê?
-qual é o teu medo, Clinton? – Perguntou Sarah, tentando adivinhar os pensamentos do companheiro. Este fitou o chão. Durante longos segundo pensou no que iria dizer até que afirmou uma única palavra, um único nome:
-Forrest.
Se Sarah já estava pálida com a falta de sono, fome e cansaço devido aos acontecimentos nas últimas quarenta e oito horas, naquele momento podia assemelhar-se a um fantasma. A pele estava tão branca como a farinha e os seus olhos chocados. O mesmo nome. O mesmo homem. Alguém que a mãe de Tom temia. E que a sua mãe jurara enfrentar afim de proteger o amigo, na altura ainda um feto.
-Forrest? – Repetiu, ainda chocada.
Clinton acenou afirmativamente, mantendo a cara desviada da colega.
-e… e ele tem... a Anna? – Sarah praticamente já sabia a resposta mas queria ter a certeza. Seria uma coincidência aquele homem causar tanto medo nas pessoas? Causara na mãe de Tom e até na sua própria mãe pois, apesar de Haydée tentar disfarçar, vira medo naqueles olhos verdes cuja cor era a única diferença dos dela.
Clinton voltou a acenar. E Sarah entendeu tudo. Se duas feiticeiras adultas, ainda que protegidas pelos maridos, tinham medo daquele homem, o que seria para um rapaz de 17 anos que nada poderia fazer para salvar uma rapariga da mesma idade?
-Clinton. – Ao chama-lo esperou que este a enfrentasse. Demorou alguns segundos até que Clinton arranjou coragem suficiente para fitar Sarah, uma das melhores amiga da rapariga que tinha que proteger. – Onde é que ela está?
Os seus olhos azuis-esverdeados exibiam agora tristeza. Um pequeno brilho no meio da sua íris negra demonstrava ansiedade pela resposta.
-tens que descansar. Estás muito pálida. – Apesar de querer esquivar-se do assunto, Clinton parecia mesmo preocupado com a extrema palidez de Sarah. Esta abanou a cabeça teimosamente mas deixou-se levar pelo colega para a cama.
Pousou o seu corpo pesado no colchão macio e a cabeça na almofada vermelha, ao mesmo tempo que fechava as pálpebras. Apesar da sua ansiedade em relação ao paradeiro da amiga, parte de si estava prestes a cair em pedaços. Não comia há dias e dormia muito pouco para compensar.
O rapaz loiro viu a jovem adormecer de tamanho cansaço. Ele próprio estava exausto. Talvez devesse procurar um quarto para ele dormir um pouco.
Saiu do quarto e avançou no corredor para o quarto seguinte.

**

Sophie procurava por todo o lado mas não encontrava nada. O escritório devia ser um local de trabalho. De tal modo cumpria o seu dever que nada informal surgia naquela divisão. Nenhuma fotografia, nenhum quadro de família, nada de nada.
Tom também procurava mas sem tanto interesse. Dos quatro tinha sido o único a não ter fechado os olhos desde o acidente no Expresso. Devido ao desaparecimento de Anna e a preocupação com Sarah, Tom ficara acordado toda a noite até a sua chegada à Plataforma 9 3/4. Mais de quarenta e oito horas sem comer e dormir. Não contando o desmaio naquela noite em que acordou praticamente segundos depois.
Ao sentar-se no cadeirao, não conseguia pensar em nada a não ser em si. Pela primeira vez dava tudo para estar no seu canto em Londres. Isto é, se já não se encontrasse em Londres. O seu canto. Graças a Jim, um sem-abrigo local, Tom nunca passara noites à chuva. Uma pequena casinha abandonada satisfazia alguns dos seus prazeres. E compensava Jim dando-lhe parte da comida que roubava. Mas Jim apenas comia se não arranjasse por si só. Sentia vergonha do que era. Um vagabundo sem casa, família e que tinha que mendigar para comer. Mas mantinha a sua dignidade. E ensinara a Tom para nunca roubar. Tentou também ensiná-lo a ler e escrever, apesar de Tom ter aprendido num instituição onde ficou uns meses. Ele era o seu anjo, o pai que nunca tivera, o seu companheiro que compensava a miseravel muggle responsavel por ele. O Anjo que perdera. Jim sofrera da pior doença dos muggles que poderia existir: cancro. Tom não sabia aonde fora mas sabia que matara o seu amigo. Tinha oito anos na altura e a Muggle responsavel por ele fora presa por roubar.
Em vez de ir para uma instituição como Jim pretendia, Tom fugira e continuara na rua. Porquê? Não gostava de se lembrar disso. Escondia esse “porquê” de todos, até de Sarah, apesar desta ter sido completamente sincera em relação ao seu passado. Ele não queria recordar. Faltava-lhe a coragem de Sarah para conseguir revelar a alguém, seja quem fosse, o que sucedera aos seus oito anos.

-caramba. Não encontro nada! – Sophie suspirou e virou-se para Tom, estranhando a falta de resposta. O seu primo dormia no cadeirão como um anjo nas nuvens. Sophie sorriu ao contempla-lo. Admirara a sua beleza secretamente em Hogwards e ainda o fazia. Admiração essa que aumentou quando viu imagens dos seus tios John e Dennis. Eram belos irmãos e a genética fez com que Tom ficasse tão belo quanto eles. Até mais, visto Tom ter um nariz fino e perfeito que Sophie apenas vira na bela mulher loira de olhos azuis cor de safira.
Decidiu descansar tal como Tom. De certo que Sarah e Clinton dormiam pois não havia sinais deles.
Saiu do escritório. Estava de novo na sala de estar. Olhou com desejo para os sofás e atirou-se a eles, adormecendo de imediato.

Num canto obscuro da divisão, Dorothy observava a jovem loira com os seus olhos cinzentos fechados e a dormir em sono profundo. Não era a única. Sabia que naquela casa, os quatro jovens dormiam em repouso. Um descanso que não encontravam fazia dias.
Esfregou as suas mãos magricelas e dirigiu-se para a cozinha. Quando os quatro donos dos cristais dos Elementos acordassem, teriam um pequeno-almoço feito especialmente para eles.

**

-Porque raio trouxeste-me aqui? – Emily caminha no meio do bosque um pouco receosa. Quando Oliver tinha ideias estranhas, era de desconfiar as suas intenções.
-Vim mostrar-te uma coisa. – Oliver agarrava a mão de Emily com força enquanto corria por entre os arbustos negros, obrigando a jovem mulher a acompanhar o seu passo.
No céu a lua prateada sorria para os dois, banhando-os com a sua luz cintilante. Depois de tudo o que acontecera, não havia nuvens no céu e centenas de estrelas brilhavam no céu como pequenos pontos brilhantes.
A certa altura, Oliver parou.
-mas que... O que foi agora, Oliver? Vais-me dizer porque raio é que viemos aqui?
Este não a ouviu. Pensava. Pensava em que daqui a cinco minutos encontrar-se-ia com Max e com os “convidados”. Pensava que a partir daí os seus dias iriam resumir-se à missão e apenas à missão. No entanto queria deixar algo bem claro a Emily.
Agarrou o seu braço e puxou-a para si. Tocou-lhe na face com a outra mão e beijou-lhe nos lábios fogosamente. Como se fosse o ultimo beijo que daria à mulher que ele mais amava no mundo. E talvez fosse, por muito tempo. Dependia da resposta de Emily.
Esta respondia ao beijo. Como se alguma força disse-se para fazê-lo. Emily estava em plena floresta, banhada pela luz da lua, a beijar Oliver. O rapaz que lhe oferecera abrigo quando ela quisera sair de casa.
A morte dos seus irmãos doera-lhe muito. Fora como se parte de si tivesse ruído. Na altura tinha quinze anos e nunca se tinha apaixonado. Nunca tinha conhecido amor tão forte quanto aquele que sentia pela sua família. Após o funeral, Emily voltou para as aulas. A principio as pessoas demonstravam pena mas ela não queria que tal sucedesse, por isso fazia questão de sorrir. Sorrisos falsos que apenas serviam para disfarçar a dor que ela realmente sentia. Se ela se demonstrasse mais infeliz do que parecia, os professores mandá-la-iam para casa e isso não podia suceder. Não queria ficar parada na vida, sem rumo e muito menos enfrentar o homem solitário em casa. O seu pai já havia sofrido bastante com a morte da sua mãe Mary, quando Emily tinha apenas quatro anos. Depois perdera a sua melhor amiga, Sarah Campbell, tendo ficado com a sua filha Haydée, tratando-a como uma das suas. Haydée crescera feliz e formara laços com todos incluindo Emily.
Todos cresceram à sua volta. Todos fizeram família, tiveram filhos e exibiam sorrisos de felicidade a toda a hora. Dennis, apesar de solteiro, também era feliz. Na altura havia sido promovido e estava completamente satisfeito com o seu trabalho. E ela também era feliz. Principalmente desde que um rapaz dos Ravenclaw se dirigira a ela e perguntara o seu nome. Fora amor á primeira vista, segundo as suas irmãs, e amizade à primeira vista, segundo os irmãos. Todos tinham razão, mas só após a morte de parte da sua família é que Emily se apoiou em Oliver de forma diferente. Nas férias escreviam cartas quase todos os dias, chegando até a alternar de corujas após terem cansado as suas. Quando Dennis desapareceu, Emily deixou-se finalmente levar pela dor. Nas aulas revelava-se uma aluna exemplar e uma amiga confiante mas quando estava sozinha chorava. E fora Oliver que limpara as suas lágrimas durante muito tempo, até que o seu pai morrera de depressão. Uma maldita doença cuja melhor cura é o tempo. Tanto para feiticeiros como muggles. Mas o tempo também podia piorar, principalmente se a pessoa não seguisse em frente com a sua vida.
Emily ficou então com medo e mudou-se para casa de Oliver. Conversavam até altas horas da noite e trabalhavam juntos. Mas a dor teimava a desaparecer e só começou a recuar quando Oliver começou a aproximar-se dela, revelando-lhe sentimentos que Emily nunca esperava existirem no amigo. Até que mais tarde compartilharam a cama. Tinham-se apaixonado e não havia um dia em que não conseguiam passar sem se ver um ao outro.
Mas apesar de tamanha paixão, Emily ainda amava a sua família e quando soube da Mulher do Quarto Escuro começou afastar-se emocionalmente de Oliver. E depois fora a missão. Assim que descobrira fez de tudo para ficar encarregada desta, juntamente com Oliver. E agora tinha medo de enfrentá-lo. Amava Oliver mas a missão era mais importante. Era isso que tentava dizer-lhe vezes sem conta mas ele tinha outros planos. Os mesmos que naquela noite.
-é agora. – Sussurrou Oliver assim que afastou os seus lábios dos dela.
-é agora o quê?
-que me vais responder. – Oliver viu a surpresa na cara de Emily. Daquela ela não escapava. Ela tinha que responder ou então ele afastar-se-ia dela para sempre. Era homem e estava comprometido de coração, alma e corpo. Mas não podia ficar preso a ela se aquela relação não fosse para a frente. Por isso viera preparado. Da primeira vez ele perguntara-lhe de surpresa e ela quase que se engasgara ao beber um sumo. Mas agora tinha tudo pensado.
Pegou num pequeno objecto que tinha no bolso. Uma pequena pedra brilhante brilhava na mão de Oliver. Emily viu, surpresa, que a pedra sustinha num anel. Oliver elevou o pequeno objecto aos olhos de ambos, sendo banhados por raios lunares. Os dois entreolharam-se até que Oliver finalmente fez a pergunta:
-Emily Spiebersen, queres casar comigo?
avatar
AnA_Sant0s
Lumos
Lumos

Número de Mensagens : 841
Idade : 24
Localização : Gaia
Data de inscrição : 18/09/2008

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: The Four elements

Mensagem por MoonSerenidade em Qua 3 Jun 2009 - 11:58

ah... tantos capitulos k ainda n li =(

mas tambem agr so os posso ler nas férias =(

mas mesmo n os lendo relembro-t k estou a adorar a tua fic =)

_________________


Harry Potter e o Último dos Riddle

7º Capitulo (parte 4) Actualizado 14/11/2010
avatar
MoonSerenidade
Administrador
Administrador

Número de Mensagens : 948
Idade : 24
Localização : Torres Vedras
Humor : melhor era impossivel...
Data de inscrição : 19/08/2008

Ver perfil do usuário http://forum-hp.forumeiros.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: The Four elements

Mensagem por AnA_Sant0s em Qua 3 Jun 2009 - 14:36

Bem, as férias estão a chegar, por isso nao vai faltar muito Smile
Tambem já estou a preparar novo cap ^^

(tipo, amanha é o meu ultimo dia de aulas...)

e obrigada Moon. Por momentos achei que te tivesses esquecido da minha fic Sad
avatar
AnA_Sant0s
Lumos
Lumos

Número de Mensagens : 841
Idade : 24
Localização : Gaia
Data de inscrição : 18/09/2008

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: The Four elements

Mensagem por Mallory em Sex 5 Jun 2009 - 8:52

Sortuda.
As minhas aulas só acabam dia 9 de Junho*
avatar
Mallory
Accio
Accio

Número de Mensagens : 342
Idade : 23
Localização : Hogwarts
Humor : ^^
Data de inscrição : 02/04/2009

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: The Four elements

Mensagem por AnA_Sant0s em Seg 17 Ago 2009 - 8:40

18. Dados Importantes. A Mulher da Carta -> Será postado a 19 de Agosto

(a dois dias do meu aniversário What a Face )
avatar
AnA_Sant0s
Lumos
Lumos

Número de Mensagens : 841
Idade : 24
Localização : Gaia
Data de inscrição : 18/09/2008

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: The Four elements

Mensagem por AnA_Sant0s em Seg 24 Ago 2009 - 16:28

Sorry my late... No meio te tanta coisa, esqueci-me de postar o capitulo.

Bem, aqui está ^^

18. Dados Importantes. A Mulher da Carta parte 1

Emily esperara aquele momento em segredo. Sabia que Oliver voltaria a tentar. Ele, quando queria, era bastante teimoso. Mas não esperava que fosse naquele momento, a meio da missão, a meio de algo que ela tinha que terminar.
Uma lágrima saiu dos seus olhos verde-esmeralda. Uma gota de água e de cloreto de sódio banhada pela luz do luar. E sorriu:
-Oliver, eu…
-Não digas nada - Interrompeu o homem à sua frente. - Só há duas opções. Ou Sim, ou Não. Não existe meio termo.
Emily suspirou. Não esperava sentir tanta pressão numa resposta. Casamento era um compromisso. Ela não sabia se estava preparada para tal, afinal, ainda há pouco fizera trinta e dois anos.
Uma coisa ela não tinha duvida: queria construir família com Oliver. Mas o tempo não era o ideal. Agora que ela estava tão perto de conseguir aquilo que queria…
Ele susteve a respiração. A falta de resposta era mau sinal. Mas pior era ver que Emily soltava lágrimas. Não queria que ela ficasse triste. Apenas queria uma resposta. Seria assim tão difícil?
Segundos tortuosos passaram, sem que nenhum dos dois pronunciasse uma palavra. Oliver fitava Emily nos olhos enquanto esta revirara a cara para o lado.
Finalmente, ela mirou-o. E sorriu.
-Tens razão. Não existe meio termo. O meu coração grita “Sim”, mas a consciência grita o contrário.
-Qual deles vais seguir? - perguntou Oliver, receoso da resposta. Ouviu um ruído vindo de frente.
-Os dois. Oliver! - Emily sorriu - Aceito. Eu quero casar contigo. No entanto quero deixar bem claro que só subirei ao altar quando a missão estiver completa.
Uma alegria surgiu dentro de Oliver, provocando-lhe um sorriso do tamanho do mundo. Apetecia-lhe saltar para as arvores em volta e gritar bem alto. Abraçou-a e beijou-a como se não houvesse amanha. Emily também sorria, ao mesmo tempo que lágrimas prateadas caiam no seu rosto.
-Claro que sim. Também não esperava outra condição.
Apertou as mãos dela, até que ergueu a sua mão esquerda. Emily viu o seu noivo colocar o anel com um pequeno diamante no seu dedo de compromisso. No final do pequeno ritual, beijaram-se ao luar.


Max estava sem duvida irritado, quando aterrou em solo florestal. Largou a bota de camurça, que servia de botão de transporte e observou o local. A raiva que sentia por Oliver finalmente atingiu o seu pico, sendo libertada através de declarações de ódio:
-O Oliver deve estar a brincar comigo!! Porque raio é que ele me manda para Londres em plena rua para depois encontrar um lembrete a dizer “Vai para o Ministério”, para depois chegar lá e ver outro lembrete a dizer “Vai para a floresta”. Ele pensa que eu sou o quê, hã? Criado dele?
-Não disseste que ele era o teu chefe? Então porque estás zangado. - afirmou Dennis, por detrás de Max. Este lançou pragas mentais a Spierbersen.
Virou-se devagar e, exibindo um sorriso falso, comentou:
-É pois, mas eu não estava destacado para este trabalho. É um serviço privado que eu apenas quis ficar encarregado por Emily estar por detrás do assunto.
-Ah, então Emily é a causa da tua raiva. Ela ainda dá-se bem com o Oliver?
Mais pragas mentais foram lançadas a Dennis. Filho-da-mãe!
Olhou para as mulheres. Ou melhor, mulher e meia. A pequena ainda estava confusa sobre o local onde estavam. Nunca viajara de botão de transporte e também nunca estivera numa floresta de noite. Estava cansada das caminhadas e dos transportes, no entanto mantinha os olhos bem abertos, a observar.
Susana sorria. Formara opiniões negativas assim que Max vira o primeiro lembrete de Oliver e pusera a zaragatear. Daí que, ao ver o marido gozar com o homem, tinha uma vontade única de sorrir.
- Sim. Eles estão encarregados numa missão e estão sempre pegados.
-É normal. Questões de trabalhos. Mas quero dizer… fora do trabalho. - Dennis exibia um sorriso maroto. Fazia muito tempo que se enfurecia com homens apaixonados. O seu irmão John fora o primeiro, mas claro que o menino calmo escapara-se e ainda conseguira dar a volta por cima. Mas Sebastian, Ted, Eric, marido de Meredith, e Oliver caíram na sua rede que nem peixinhos.
Agora era a vez de Max.


-Que som é este? Parecem vozes.
-E são. - Oliver suspirou. Está na hora!
Pegou na mão de Emily e atravessaram cerca de meia dúzia de vegetação até que finalmente chegaram a um descampado. A lua em quarto crescente iluminava as pessoas que ali permaneciam. A única que eles reconheceram foi Max, que, apesar da fraca lux, exibia um tom avermelhado.
-Max! - chamou Oliver, fazendo cabeças rodarem na sua direcção. - finalmente que chegaste.
Com a mão a Emily agarrada à sua, atravessou o descampado até estar a menos de quatro metros dos dois homens, da mulher e da criança.
Apesar de estarem todos sobre o brilho prateado da lua, as caras das pessoas eram ainda um pouco difíceis de reconhecer. Emily tentou descobrir quem era a mulher e a criança, mas desistiu até que fitou o homem, que a observava de boca aberta.
Dennis estava impressionado pela beleza da irmã. A fraca luz não impedia de ver as belas feições do rosto de Emily, o seu cabelo cor-de-fogo e os belos olhos da cor de esmeraldas.
Esta demorou algum tempo a reconhecê-lo. Dennis cortara o cabelo, exibia umas pequenas rugas da idade dos quarenta e barba por cortar. Mas os olhos cinzentos e cabelos negros estavam na mesma. Apesar das pequenas rugas, fora poupado no que tocava à velhice.
Assim que reconheceu o irmão, perdeu a fala. Dennis estava ali, à sua frente. O seu irmão mais velho.
Sentiu-se paralisada. Mas ela não queria ficar quieta. Queria abraça-lo. Chorar sobre o ombro dele e pedir-lhe para que nunca mais se fosse embora. Mas não se conseguiu mexer. Chorou ali, de pé, perante todos. As lágrimas caíam do seu rosto lentamente e Emily não pôde deixar de fungar um pouco.
De súbito conseguiu mexer um pouco o seu pé direito. Não esperou mais. Lançou-se sobre o irmão, abraçando-o com força, temendo que ele partisse. Dennis soltou algumas lágrimas enquanto abraçava a benjamim da família.
-Estás aqui! - soluçou Emily, tentando parar as lágrimas. Mas era inútil. A emoção do momento impedia que tal acontecesse.
-Estou. E prometo nunca mais te deixar. - Dennis fungou antes de se afastar de Emily para a olhar melhor. Suspirou pesadamente, livrando-se de um peso que há dezasseis anos suportava, e virou-se para a mulher.
-Emily, esta é a Susana, a minha esposa. E aquela menina ali é a Bella, minha filha. - apresentou, apontando primeiro para a mulher e depois para a menina.
Emily ficou surpreendida. Era de esperar que, dezasseis anos depois da partida, Dennis voltasse um homem casado e com montes de filhos. Mas ele era Dennis, o “solteirão”. Nunca ficava com uma mulher por mais do que uma semana e não tinha jeito para relações, para não falar da sua falta de jeito para as crianças.
Mas ele estava ali, com uma bela esposa e uma menina adorável.
-Muito prazer - Sorriu para a cunhada, enquanto a cumprimentava com um beijo na face. Abaixou-se para cumprimentar a menina. Esta olhava com um ar cansado e desconfiado. - Olá. Eu sou a Emily Spiebersen. Sou a tua tia da parte do teu pai.
Bella sorriu. A bela mulher que se encontrava à sua frente era sua tia. Uma parente desconhecida. Talvez, a partir dali, pudesse fazer actividades de mulher com a tia. E contar segredos uma á outra. Segredos que uma menina nunca conta à mãe directamente.
-Prazer. - respondeu, lançando-se para os braços da tia. Esta correspondeu, sem nunca tirar o sorriso da cara. Não tinha razões para isso. Aquele parecia o dia mais feliz da sua vida, desde a morte do seu pai. Oliver pedira-lhe em casamento e reencontrara o seu irmão, para além de ter conhecido a sua cunhada e sobrinha e estar cada vez mais perto de completar a sua missão.

Ela nunca admitira a Oliver, mas Dennis era extremamente fundamental naquela missão. O seu pai, Roger, escondera muitos segredos à família, dos quais apenas John possuía as informações. Dennis não sabia também muita coisa, mas sempre tinha conhecimento de mais acções do pai que ela, que na altura era ainda uma jovem adolescente.
Precisava de Dennis e de Oliver. Eles eram os homens da missão. Eram extremamente importantes para descobrir o que realmente se passou há dezassete anos atrás e o que estava prestes a acontecer.
Ao longe, o sol nascia, como que dando as boas-vindas à Natureza para um novo dia.
avatar
AnA_Sant0s
Lumos
Lumos

Número de Mensagens : 841
Idade : 24
Localização : Gaia
Data de inscrição : 18/09/2008

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: The Four elements

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Página 3 de 4 Anterior  1, 2, 3, 4  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum